Category: portomaravilha

  • E Vão Quatro

     

    Quatro anos de cosmeticas.org. Faz hoje.

    Estamos a ficar cotas 🙂
  • Pensar o Futebol Alemão

     

     

    Bundesliga, Mapa de Época 2007-2008 (clicar para ampliar)

     

    Pela primeira vez, na história da Liga dos Campeões, as meias finais deram lugar a um embate entre dois países: A Alemanha e a Espanha. E, naturalmente, os clubes espanhóis foram eliminados e a final foi disputada entre o Bayern de Munique e o Borussia de Dortmund. O encontro entre estes dois clubes veio destruir ideias e preconceitos a propósito do futebol Alemão. Este não é um espectáculo frio e racional em que a força física esmagaria a técnica e a arte de saber brincar com a bola. Antes pelo contrario: é o que podemos deduzir do deslumbramento que nos foi proporcionado.

     

    O resultado vitorioso dos clubes Alemães nas meias finais é o retrato duma Liga que apresenta resultados económicos e desportivos invejáveis. A Liga Alemã tem a maior média de espectadores por jogo no mundo: 45 000. Em contrapartida, apesar de todas as estrelas que nela actuam, a Liga Espanhola conhece uma média de 28 000 espectadores por jogo.

     

    A apresentação caricatural do futebol e da sociedade Alemã que, em geral, era feita pela imprensa Europeia (não Alemã) não permitiu descortinar a evolução da Bundesliga. Atestemos os preços, em euros, dos bilhetes das meias finais, por ordem crescente: Allianz Arena 40 -150; Signal Iduna Park 45 – 175; Santiago Bernabeu 70 – 325; Camp Nou 91 – 359. Os dois clubes Ibéricos apresentam, claramente, preços bem mais altos. O que pode ser considerado como uma insolência ou como um absurdo, considerando a crise e as suas repercussões distintas nas duas sociedades referidas. Mas também é possível verificar que, se o orçamento dos clubes Espanhóis é superior ao dos clubes Alemães, a reserva financeira ou divida para 2012 – 2013 é a seguinte (em milhões de euros): Bayern +129; Dortmund -40; Barcelona -350; Real Madrid -450. Resumindo, saldo de 89 milhões para a Bundesliga e déficite de 980 milhões para a Liga Ibérica.

     

    Uma vez as obrigações fiscais pagas, a Bundesliga multiplicou, em dez anos, por dois os seus resultados positivos. As receitas são oriundas da bilheteria (21,2 %), direitos tv (26,2%) e publicidade (26,6%). Em 18 clubes 14 dão lucro e a Bundesliga conheceu, uma vez os impostos pagos, um lucro de 55 milhões de euros. Uli Hoeness, presidente do Bayern declarou à revista So Foot (Abril 2013) que o que fazia a força do campeonato Alemão era a ideia que “só é possível sobreviver se outros que te rodeiam sobrevivem“. E, efectivamente, o Bayern contribui para ajudar e consolidar os orçamentos financeiros dos seus rivais, comprando sobretudo no mercado interno.

     

    Todavia, o actual presidente do Bayern, esteve, nos anos 1990, ligado a casos de corrupção. O que, por um lado, relativiza a exemplaridade do futebol Alemão,mas, por outro,  não invalida que o Bayern tenha uma reserva financeira de 129 milhões de euros. Há vinte anos consecutivos que o Bayern tem um excedente financeiro. O que leva Uli Hoeness a dizer: ” Quando os outros clubes vão ao banco é para pedir emprestado, nos quando vamos é para depositar.”

     

    Mas entre todos estes aspectos penso que o que sobressai é o número, a média de espectadores por jogo. Tanto mais que a classe trabalhadora Alemã conhece também as dificuldades da crise. 

    Nuno

    Fonte: Le Monde, Sport & Forme p.4, 27 avril 2013

    Créditos de imagem: billsportsmaps.com

  • A Transmissão Simbólica n° 27………………………….. La Transmission Symbolique n° 27……………………..

     

    “La forêt concentre nos peurs. Nous en venons, nous craignons d’y retourner, nous la détruisons” – Béatrice Tillier


    Photo: dBD # 73, p.47 / Texte: CASEmate, n° 59, P.76

    Nuno

     

      

    “A floresta concentra os nossos medos. Nós vimos dela, receamos regressar nela, destruí-mo-la.” – Béatrice Tillier


    Foto: dBD # 73, p.47 / Texto: CASEmate, n° 59, p.76

    Nuno

  • So Foot, So Porto…

     

     

    A edição de Fevereiro da já lendária revista “So Foot” dedica um dossier de várias páginas ao melhor numero 9 da atualidade.

    A exposição abre com a fotografia aqui presente. Uma fotografia que evita mil discursos. Não é necessário citar que entre Benfica, Saragossa e  Porto, o realismo ditava ser este o melhor clube para o futuro de Falcão.

    E Falcão vestiu a camisola n°9. E não a mais deixou.

    Esta mesma edição apresenta, igualmente, um dossier – entrevista com Lucho. El Comandante diz que o Porto é um clube voltado para o futuro.

    Mas já são muitas páginas e, assim, fico por aqui porque senão é cousa para não se crer. 

     

    Nuno

    obs: So Foot, Fev 2013, pp. 26-39

  • A Transmissão Simbólica nº 26 ………………………… La Transmission Symbolique nº 26 …………………….


    “On dit beaucoup de conneries sur l’art de réaliser des films. Il faut arrêter avec cette entreprise de mystification. Réalisateur, ce n’est pas faire de l’art comme la peinture ou l’écriture. C’est plus proche de l’entraîneur de football.” S. Mendes

     

    Source: So Film N°5, Nov 2012, p.76

     

    (tag: La transmission symbolique n°26-feuillets)

    Nuno


     

    Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol.” S. Mendes

     

    Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

    Nuno

  • Foundation und Stars Wars : der Sieg des Wissens über das Schwert! …………………………………………

     

     versão ‘pt’ | aussi en ‘fr’ | also in ‘en’ | версия ‘ru’

     

    Foundation und Stars Wars : der Sieg des Wissens über das Schwert !

    Laut einiger Medien sollte Asimovs Trilogie « Foundation » zur nächsten größten Weltfilmproduktion werden. Dies wäre eigentlich ein titanisches Projekt ! Aber ob Gerücht oder nicht haben Bob Shaye und Michael Lynne, die es in die Wege geleitet haben, tausende Kommentare im Internet ausgelöst.

      

     

    Für die Science-Fiction-Fans fungiert Stars Wars als Kopie von Asimovs Werk. Wenn Asimov immer behauptet hat, die Geschichte des Römischen Reichs habe ihn zu seinem Werk inspiriert, hat George Lucas dagegen immer geleugnet, er habe sich von Asimovs Texten inspirieren lassen. 

    Zu viele klare Tatsachen lassen an die Bösgläubigkeit des Regisseurs von Stars Wars denken. Und ich bin nicht der einzige, der diese Meinung vertritt.

    Kurz gefasst : Die Handlung findet zu Beginn des dritten Jahrtausends statt. Hari Seldon, Erfinder der Psychohistorik (die die Zukunft vorhersagen kann) kündigt das Ende des Imperiums an. Besorgt gründet und organisiert er Foundation, eine Institution, deren vordergründiger Zweck die Sammlung allen Wissens in einer Encyclopaedia Galactica ist.

    Da erscheint aber das Maultier, ein Mutant, der in der Lage ist, Menschen über ihre Gefühle für ihn zu absolut treuen Anhängern zu machen. Und der will das Imperium erobern. Seldon aber hätte eine zweite Organisation gegründet, eine zweite an der Grenze des Weltalls versteckte Foundation, die fähig wäre, die Menschen auszubilden, sich gegen das Maultier und die Entfremdung des Verstandes zu verteidigen.

     

    Der Kampf zwischen der Zweiten Foundation und dem Maultier ist erbarmungslos. Vielleicht ist dieses Szenario ja nur die Illustrierung eines Kampfes zwischen freien Menschen und Geistesgestörten (Nationalsozialismus, Stalinismus, oder Neofaschismus). Stars Wars’ Regisseur kann sich wohl von Foundation inspirieren lassen haben. Egal. Interessant ist aber, dass die Roboter R2D2 und C3PO auf Asimovs Robotik verweisen. Yoda, der Weise in Stars Wars, lässt auch an Seldon denken, den Weisen in Foundation. Die Idee des Imperiums, der Konföderation und der kosmischen Universen findet man schon in Asimovs Werk.

    Hier höre ich auf, denn ich bin ja nicht die Heilige Inquisition, die nicht so „heilig“ war.

    Beide Werke verkünden den Sieg des Guten über das Böse. Jedoch siegt in Stars Wars das Gute durch das Schwert (oder die Laserkanone), wobei das Gute in Asimovs Werk dank des Wissens siegt.

    Nuno

  • Bestiário Ilustríssimo: Os Quatro Elementos

     

     

    Bestiário Ilustríssimo é uma recolha de cinquenta textos em roda da Arte e, mais especialmente, da música. Li o livro de Rui Eduardo Paes na Auvergne, no centro da França. Esta região é também uma região de “antigos” vulcões. Marco Santos, no prefácio à recolha, escreve que o livro foi escrito em Marte. Mas, se o homem já visita Marte, nunca visitou o fundo da Terra nem dos vulcões. E são quatro os Dragões que guardam o segredo da vida que só a Arte sabe expressar.


    “O Dragão: Engolir-vos-ei humanos e sem qualquer distinção. Todos. Todavia, talvez salve alguns: Outros não”.


    Este velho poema Inglês integra a introdução ao texto de Sérgio Luís de Carvalho: Anno Domini 1348. Relato que conta a vida dum tabelião que se fecha em casa para se proteger da peste que assola a Europa e Portugal. À luz duma vela, ele vai ler as pranchas dum bestiário ilustrado que lhe tinham oferecido em criança. Cécile Lombard, a tradutora, escolheu um título diferente para a edição Francesa: Le Bestiaire Inachevé.


    Por associação, devido aos títulos, de ideias ou por deformação profissional… vi uma continuidade entre os dois livros.

     

    Rui Eduardo Paes é musicólogo. Também é autor de vários ensaios sobre Jazz e arte(s) contemporânea(s)… O prazer dos seus textos, descobertos no blog “Bitaites” de Marco Santos, levou-me, naturalmente, à leitura da recolha: Bestiário Ilustríssimo.


    1. Dragão de Terra


    No seu primeiro ensaio, o autor cita em preambulo Álvaro de Campos (F.Pessoa):”Sentir de todas as maneiras…“. A obra de Rui Eduardo Paes é uma obra com entradas multiplas. O pacto de leitura que nos é proposto parece ser a vontade de desmascarar o discurso oficial sobre a arte. Num país que acaba de suprimir o “Ministério da Cultura”, a luta a contra a estupidez e a ditadura cultural não pode assentar num fechar sobre si próprio. O mérito do autor é ter posto o seu saber e as suas ideias ao serviço da compreensão do mundo que nos rodeia. Isto é, autorizando um olhar universal sobre a Arte. E só esta universalidade nos permite interpretar o título: A Arte combate a vulgaridade e a destrói a bestialidade que existe em nós (Deleuze).

     

    2. Dragão de Água


    Gosto da referência ao Homunculus (pp.64-67). A lembrança de José Gil e de Herberto Hélder remetem para o estilhaçar do indivíduo no mundo actual, conceito que Fernando Pessoa cria com a constelação dos heterónimos. Nesta perspectiva, 
    Rui E. Paes expressa e elucida, claramente, apoiando-se em José Gil, a noção de que a tentiva para entender outrem e a filosofia também podem e devem ser arte(s). E, isto, antes de serem dissertação. Deste ponto de vista, F. Pessoa seria não um poeta, mas um filósofo. Em paralelo, não pude deixar de estabelecer uma associação com a “BD-Manga” culto de Hidéo Yamamoto: Homunculus. Não deixa de ser curioso que fosse num país onde o modo de vida capitalista atinge um enorme expoente que surgisse artisticamente a narrativa duma experiência sobre o cérebro (dum “sem domicílio fixo”) e o porvir do sentir. O que nos remete para um olhar critico sobre o início do século XXI: O homem estilhaçado, o sentir e o conceito, a besta e o homem,…


    3. Dragão de Fogo

    No seu texto n°11, Retro-Inovadores, Rui Eduardo Paes apresenta a criação dum centro cultural polivalente na vila do Fundão. Construído a partir duma antiga fábrica de moagem, esta realização mostra que a arte é plural e interdisciplinar. Não sei se é um acaso ou não, a escolha de Rui Eduardo Paes. A vila do Fundão sempre foi um centro de resistência ao fascismo, ao colonialismo e aos seus crimes de guerra. O Jornal do Fundão compensou durante anos a não existência duma imprensa de dimensão nacional e livre. Foi uma publicação de resistência à estupidez e ao ordinário. Um pequeno semanário que se deu ao luxo de publicar textos de grandes vultos das artes de expressão Portuguesa. Um luxo as crónicas do poeta Brasileiro Carlos Drumond de Andrade…  Assim, não é surpreendente, escreve Rui Eduardo Paes que “muitos criadores procurem no passado as suas referências”(p.68).

     

    4. Dragão de Ar


    O último texto n°50, Gigantes aos Ombros de Gigantes, levanta a problemática da partilha da criação musical na internet. Rui Eduardo Paes critica, com razão penso, a uniformização dos gestos e tendências que os majors da indústria musical querem impor ou fabricar. Respondendo, o nosso autor cita as ideias da militante libertária Esther Ferrer que associa o anarquismo à criatividade. Desconhecido muitas vezes, também existe um movimento anarquista em Portugal. O livro de João Freire (desertor e militante antifascista) apresenta a história desse mesmo movimento. Este foi criado em 1887 em Lisboa. O “Grupo Comunista Anarquista” obedece às orientações anarquistas da sua época. Por exemplo, rejeita o sentimento patriótico ou nacional, o egoísmo das raças, das religiões e das línguas… 

     

    Bestiário Ilustríssimo é uma bela recolha de textos. Estes podem ser lidos, independentemente, uns dos outros ou não. Uma obra Barroca que não se deixa fechar numa classificação determinante e determinada. Como os monstros que ornamentam as catedrais e colegiadas, os textos de Rui Eduardo Paes são um convite para pensar e sonhar.Uma a obra a ler e cujas muitas passagens são poesia. Linhas e parágrafos para serem lidos em voz alta, tal como a musicalidade da poesia. Mas não é para o nosso autor a música a mãe de todas as artes. 

    Nuno

  • OBRIGADO, J.M.G. LE CLÉZIO!


    J.M.G. Le Clézio obteve o prémio Nobel de literatura em 2008. O seu último romance é “Histoires du pied et autres fantaisies”.


    Homem duma grande descrição, J.M.G. Le Clézio, levantou a voz para protestar contra a grande publicidade que tem sido feita em torno do texto de Richard Millet: “Eloge littéraire d’Anders Breivik“. O prémio Nobel denuncia o panfleto de R. Millet, lembrando que o jovem Breivik, cego pelo ódio, matou a tiro, de sangue frio, setenta e sete pessoas.

     

    Le Clézio publicou a sua reacção no Le Nouvel Observateur (06-09-2012, p.9). Reproduzimos a passagem que nos parece sintetizar com clareza o que é um contributo para a compreensão da nossa Aldeia Global:

     

    A questão do multiculturalismo, que parece obcecar tanto alguns de nossos políticos e alguns dos nossos ‘chamados’ filósofos, é uma questão já antiga. Vivemos em um mundo de encontros,misturas e ‘confrontações’. As misturas e os fluxos migratórios sempre existiram, eles são os mesmos desde a origem da raça humana (única raça). O multicultural, como é chamado agora, não é mais suficiente. Ele faz guetos, culturas isoladas, e favorece o endurecimento e seus radicalismos.

    A literatura é um dos meios dessa troca, a literatura é um caldeirão onde se fundem as correntes vindas dos quatro cantos da história. Mas sonhar com uma identidade nacional fixa é uma ‘ilusão’. No encontro de culturas e civilizações, cada contribuição tem a sua importância, e não podemos pedir a ninguém para renunciar a parte de seu legado.

    Nuno
  • Pedro Passos Coelho: 1995!

     

     

    O primeiro ministro Português actual chama-se Coelho e, politicamente, não honra a inteligência dos ilustres descendentes de Gama. Um dos coelhinhos dos meus filhos, denominado Gama, teve uma vasta e robusta descendência que desempenhou funções pedagógicas, sociais e culturais em vários infantários e escolas primárias. Todos sobreviveram e nenhum foi guisado.

     

    O Coelho Português parece que esqueceu a história de Gama e dos seus descendentes e aboliu o Ministério da Cultura. Qualquer cidadã e qualquer cidadão do mundo não pode entender esta decisão. A cultura, a arte não servem só para promover a imagem e os artistas dum país ou duma região. São tambem um factor de paz, permitindo o diálogo e o reconhecimento mútuo. E, sobretudo, a cultura, no âmbito das suas manifestações, é uma actividade que permite a emancipação e que permite lutar contra a alienação. A condição para que um homem seja livre é que ele seja culto.

     

    O primeiro ministério da cultura nasce em França em 1959. Na altura, a maior parte dos países não entendem a iniciativa, embora a Dinamarca acompanhe a novidade, criando em 1961 o seu ministério da cultura. O General De Gaulle pensa que a projecão internacional do país também deve passar pela arte e pela cultura. O famoso escritor André Malraux é nomeado à cabeça do “Ministère de Affaires Culturelles”. Passado meio século, a França é o primeiro destino turístico do mundo. Não se visita só a França pela variedade infinita dos seus climas, pela qualidade das suas praias, das suas montanhas, dos seus vales… também se visita a França pelo tesouro que constitui os seus patrimónios históricos, a riqueza dos seus museus, o número impressionante de festivais e de eventos culturais. E o turismo é uma das primeiras indústrias do mundo.

     

    Em Portugal, o ministério da cultura só aparece em 1995 com o governo Gueterres (socialista). Durou pouco. Mas a história sempre nos ensinou que as ditaduras e os seus descendentes abominam a cultura, fonte de memória livre. Assim, o encerramento do ministério da Cultura parece um absurdo quando se verifica que as artes Portuguesas estão a serem consagradas e reconhecidas internacionalmente. Em contrapartida, apoiam-se manifestações que visam a exploração dos trabalhadores e da classe média Portuguesa. A organização do “1° Salon de l’Immobilier Portugais”, de 14 a 16 de Setembro, irá decorrer em Paris. Este acontecimento, organizado por “La Chambre de Commerce de l’Industrie Franco-Portugaise (CCIFP)”, visa a venda de bens imobiliários, novos ou antigos, em Portugal. O que estava à venda, por exemplo, por 250 000 euros será oferecido por 100 000 euros. 

     

    Sabemos que, em França, Portugal está muito longe de ser o destino preferido dos aposentados que compram casa no estrangeiro para gozar a reforma. Também já não é o destino exclusivo dos Franceses cujo os avôs ou uma parte dos avôs são ou eram Portugueses. Os pais espiritais, Cavaco e Barroso, do actual primeiro ministro Coelho, reduziram a identidade cultural de Portugal ao Sol e à Praia. Ao trabalho dos pais, ao Sol e à Praia, Coelho quer acrescentar uma casa com piscina.

     

    Fica para saber se a piscina será de água doce ou salgada: Isto a propósito de ter lido que a obra de A. de Siza em Leça está ao abandono. 

    Nuno

  • E Vão Três

     

     Aujourd’hui Cosmeticas célèbre trois ans. Merci à tous nos partisans!

    Três

    Em Portugal diz-se que “três, foi a conta que Deus fez” – coisas das tradições cristãs associadas à Santissima Trindade.

    O três também orbita bastante na politica atual donde surge a palavra russa troika (тройка) que literalmente se trata duma carroça puxada por três cavalos ou burros…

    “Perder os três”  pode também ser um misto entre a a glória (para as mentes mais libertinas) e a desonra (para os mais púdicos), sexualmente falando. E ainda neste último capítulo, também há quem quando pensa em três associe o numero a umas “ménages” e outras libertinagens 🙂 .


    O Cosméticas faz hoje três anos, portanto respeitinho, que já somos grandinhos!

    Quem também faz anos hoje (50) é a “Garota de Ipanema”, musica incontornável aqui pelo Cosméticas.



    Parabéns a todos vós que nos seguem.

    Um obrigado em particular ao grande amigo Nuno PortoMaravilha.