Category: poesia

  • Clássicos

    Que de há muito é habitual.

    Clássico é o movimento do mundo em uníssono.

    São o tilintar de quatro pistons sincronizados.

    É aquele retrato que guardas, belissimo.

    É um par de namorados, apaixonados.

     

    É o mais puro estado de alma inocente

    É mais um amanhecer – resplandescente.

    É um orgasmo em crescente

    É um ser único. Ou de tanta gente…

     

    É uma mão cheia de nada, vazia

    É mais um parto por uma mãe benzida.

     

    E se ainda não descobriste,

    O que de mais sublime há no clássico de uma melodia

    Ainda não despertas-te,

    Para o que de mais belo há na vida.

    Bom fim de semana!

    por PCJS

     

  • Fernando Pessoa

     

     

    Lisboa, 30 de Novembro de 1935, morre Fernando António Nogueira Pessoa , poeta e escritor português.

     

    É considerado um dos maiores poetas da Língua Portuguesa, atinge um "estatuto" entre a literatura portuguesa comparado ao de Camões. O crítico literário Harold Bloom considerou a sua obra um "legado da língua portuguesa ao mundo". 

     

    Aos sete anos muda-se para Africa do Sul, em virtude do casamento de sua mãe, pelo que foi alfebitizado em inglês, sendo 3 de suas obras publicadas em vida nesta língua, e apenas uma em português.

    Profissionalmente actuou no Jornalismo, na Publicidade, no Comércio e, sobretudo, na Literatura. Como poeta, desdobrou-se em diversas personas conhecidas como heterónimos, em torno das quais se movimenta grande parte dos estudos sobre sua vida e sua obra.

     

    Fernando Pessoa morreu de cirrose hepática aos 47 anos, na cidade onde nasceu, faz hoje 74 anos. Sua última frase foi escrita em Inglês: "I know not what tomorrow will bring… " ("Não sei o que o amanhã trará").