Category: pintura

  • Fernando Pessoa , Vieira da Silva & Armand Guibert

     

     

    As edições “fata morgana” publicaram em 1980 um livro fora de série.

    A tiragem foi de 750 exemplares . O que mostra na altura o pouco impacto ou a falta de conhecimento da cultura Portuguesa em França . E não me venham cá falar de Amálias e de Eusébios como embaixadores de Portugal. A tiragem fala só por si.

    Este livro apresenta a Ode Marítima de Fernando Pessoa traduzida por Armand Guibert . Revestem ainda mais importância os dois prefácios de Armand Guibert . O primeiro foi escrito entre 1943-1955 e o segundo em 1980. Existe continuidade entre os dois prefácios. No segundo prefácio , Armand Guibert continua a afirmar que ” Ode Marítima ” não envelheceu.

     

    A tradução é ilustrada por Vieira da Silva . (imagem em cima à direita)

    Que mais pedir ?

     

    Desde então a cultura Portuguesa tem ganho existência na sociedade Francesa .  Fernando Pessoa foi publicado na prestigiada colecção ” La Pleiade ” .

    Nuno

  • A Transmissão simbólica ( folheto nº 1 )……………… La transmission symbolique ( feuillet nº 1 )…………..

    "le cri" peinture de Munch

     

    "Et le peintre en somme ne dit rien, il se tait, et je préfère encore cela" – Vicent Van Gogh

      

    E Viva o Porto !


     

    "o grito "  pintura de Munch

     

    " E o pintor, em suma, não diz nada. Cala-se.  E prefiro ainda isso "Vicent Van Gogh

     

    E Viva o Porto !

  • A Banda Desenhada, para miúdos ou graudos?

    Fui convidado pelo MrCosmos a participar neste blog.

    Foi com imenso gosto que aceitei. Penso que este blog é de grande qualidade.

    Apresentarei temas ligados à Arte ( sim com maiúscula ) porque penso que a Arte é mais verdadeira que a vida. Penso que é a Arte quem faz a vida e não a vida quem faz a Arte.

    Mas teremos tempo de conversar e de dialogar sobre esta asserção.

     

     

    Quando penso em Arte , não penso forçosamente em grandes nomes ou glórias.

    Lembro-me que o primeiro comentário que escrevi, na minha vida, foi numa revista de Banda Desenhada. A Banda Desenhada que, durante décadas, foi tratada de " histórias aos quadradinhos" ou de " livres de images" conseguiu entrar no Louvre. Foi este ano !  

    Bela conquista. Esperemos que não se aburguese. Há que estar atento.

    Quanto a mim, a Banda Desenhada, sendo de qualidade, aliando o discurso e o retrato feito "mão"  pode ainda dar a entender a imbricação entre a re-presentação , o discurso e o mundo.

     

    Tal já não é o caso do vídeo ou da fotografia já que podemos modificar ou re-trabalhar até o infinito a re-presentação, quer do vídeo quer da fotografia.

    O vídeo e a foto são anónimos. O traço de lápis é polegar e indicador !

     

    Não é um azar se a cultura Japonesa se implantou na Europa graças aos "Manga". E não é um azar se os meninos Franceses optam, em grande número, pelo ensino do Japonês. Bandas Desenhadas, a preto e branco, que se lêem ao contrário.Alguns temas são fora de série. A fixação da re-presentação da realidade ( ou do imaginário)  pela  Banda Desenhada talvez nos lembre os primeiros desenhos simples ( ? )  dos nossos antepessados.

    Quem visitou as grutas de Lascaux pode entender o que significa "uma história aos quadradinhos" ou um "livro de pedras em Imagens". Sei que as imagens de Foz de Coa, (muito infelizmente ainda não visitei) segundo amigos, são também uma Banda Desenhada fantástica em pedra.

    Deixo o debate em aberto e uma pergunta : Quem já leu : "Huit Siècles d’ Histoire ? ". A história de Portugal tratada pelos melhores desenhadores Belgas e Franceses. Foi na altura uma encomenda dum banco Português (anos 80 , salvo erro ). Bem melhor que calhamaços!

     

    Oups : Deixei-me ir . Também escreverei a propósito de outros temas.

    Mas darei especial relevo à Arte ( BD, Cinema, Literatura, Pintura, Música…). E sempre que possa tentarei mostrar a imbricação entre o todo desta nossa Aldeia Global. Creio que a Arte, destruindo imagens, as ideias que nos parecem convencionais, nos remete para um questionamento individual que nos ajuda a melhor nos compreender.

    A Arte que, quanto a mim, não estando ao serviço duma causa, é Revolucionária. Porque quando a Arte está ao serviço duma causa é propaganda.

     

    Ficou assim. Mas haveria tanto que escrever…

     E Viva o Porto !