Category: pintura

  • No Meu Bairro

    FB_IMG_1760299855725.jpgNo meu bairro, há cusquice. Há putos e malandrice. Velhos e velhas com o “raios ta partissem”. Cafés que perguntam o que foi que eu disse. Paralelos gastos que me olham como se eu não os visse. Onde a policia multa tudo na superfície. E a Associação funciona por carolice. É o meu bairro, o melhor da planície!

  • A Transmissão Simbólica nº 26 ………………………… La Transmission Symbolique nº 26 …………………….


    “On dit beaucoup de conneries sur l’art de réaliser des films. Il faut arrêter avec cette entreprise de mystification. Réalisateur, ce n’est pas faire de l’art comme la peinture ou l’écriture. C’est plus proche de l’entraîneur de football.” S. Mendes

     

    Source: So Film N°5, Nov 2012, p.76

     

    (tag: La transmission symbolique n°26-feuillets)

    Nuno


     

    Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol.” S. Mendes

     

    Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

    Nuno

  • TABUCCHI: I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa. ……………………………………………………Un delirio

     

     

     

    António Tabucchi foi um europeu convencido. Era Francês, Italiano, Português…?

    Era universal como o era o seu combate contra todas as ditaduras. 

    Quando jovem, compra em Paris um livro de Pessoa e fica apaixonado, inaugurando uma cumplicidade literária extraordinária.

    O seu texto Soustiene Pereira é também feito filme.

    É Mastroianni quem desempenha o papel de Pereira.

    Um jornalista que toma consciência da natureza do Salazarismo e torna-se opositor do fascismo.

    A tradução Francesa de I tre ultimi giorni di Fernando Pessoa.Un delirio é de Jean-Paul Manganaro.

    Editada em 1994 pela Seuil, a publicação apresenta desenhos de Júlio Pomar que ilustram Pessoa.

    A literatura de Tabucchi é um hino à fantasia e à liberdade.

    Nuno

  • A Santa Ana: Um retrato inédito? ………………………. ……………………..La Sainte Anne: Un portrait inédit?

     

     

    No seu conjunto, a imprensa Francesa, na última semana de Março, apresentou a polémica e as interrogações técnicas levantadas em torno do restauro do quadro de Leonardo da Vinci: A Santa Ana.

    Dois membros da comissão de restauro demitiram-se. Certas críticas continuam. Assim, para alguns, a cara da Virgem parece esmagada.

    A operação demorou 18 meses, custou 200 mil euros e foi financiada por um mecenas Chinês.

    Diz-se que não é amanhã que terá lugar o restauro dum outro quadro de Da Vinci… O último foi em 1950.

     

    Existem tabus que nos escapam?

     

    Foto: La Croix, 30 Mar 2012, p.22

    Este post deve ser lido como a continuação de Perguntas Indiscretas? Nº7

    Nuno

  • O Jornalismo e a Video Esfera …………………………. Le Jornalisme et la Vidéosphère ……………………….

     

    Il me semble qu’il existe un ouvrage essentiel pour mieux pouvoir comprendre l’évolution du journalisme:

    “L’Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir” de Régis Débray.

    Si l’oeuvre date de 1993 et que sa teneur théorique peut être discutée, il n’est pas moins vrai que ce meme texte nous laisse un témoignage indispensable, celui de Jean Claude Guillebard, journaliste à Sud-Ouest Dimanche en 1970.

     

    Lisons :

    “...on attendait de nos articles qu’ils émeuvent, rarement qu’ils expliquent. Le Biafra attendait que l’on s’intéresse à sa cause et nous ne  nous sommes prudemment occupés que de ses souffrances. Il en est mort.”

     

    Source: Oeuvre citée, p.117, Paris, Gallimard, 1993 /  Photo: Dos de la couverture de la revue Latitudes, Jun 2011

    Nuno

     

     

    Parece-me que existe uma obra indispensável para melhor compreender a evolução do jornalismo :

    L’Etat séducteur: Les Révolutions médialogiques du pouvoir” de Régis Débray.

    Se esta obra data de 1993 e que o seu teor teórico pode ser posto em causa, também não é menos verdade que nos lega um testemunho indispensável, o de Jean Claude Guillebard, jornalista do Sud-Ouest-Dimanche em 1970.

     

    Leia-se:

    “… Esperava-se dos nossos artigos que estes emocionassem, raramente, que explicassem. O Biafra esperava que nos interessássemos pela sua causa e, nós, ocupámo-nos, prudentemente, dos seus sofrimentos. O Biafra, por isso, morreu.”

     

    Fonte: Obra citada, p. 117, Paris, Gallimard, 1993 /  Foto: Contra capa da revista Latitudes, jun 2011

    Nuno

  • Facebook : Censura não rima com Arte……………….. Facebook : La censure ne rime pas avec l’Art ……….

     


    Facebook a censuré la page d’un internaute français qui a publié le tableau de Courbet : L’Origine du monde.

    Pourquoi ?

     

    Jusqu’à ce jour personne ou presque personne n’a en mémoire que Orlan a parodié le tableau de Courbet sous le titre : L’origine de la guerre.

    Pourquoi ?

     

    Ce post peut être lu comme la suite de “La Transmission symbolique : feuillet nº2

    Nuno

     

     

    Facebook  censurou a página dum  internauta Francês que publicou o quadro de Courbet :   ‘A origem do Mundo’.

    Porquê ?

     

    Até hoje, quase ninguém se lembra que Orlan paradiou A origem do Mundo de Courbet, dando-lhe o título de : ‘A origem da guerra’.

    Porquê ?

     

    Este post pode ser lido como a continuação de “A Transmição simbólica : Folheto nº2

    Nuno

  • Facebook : Censura não rima com Arte……………….. Facebook : La censure ne rime pas avec l’Art ……….

     


    Facebook a censuré la page d’un internaute français qui a publié le tableau de Courbet : L’Origine du monde.

    Pourquoi ?

     

    Jusqu’à ce jour personne ou presque personne n’a en mémoire que Orlan a parodié le tableau de Courbet sous le titre : L’origine de la guerre.

    Pourquoi ?

     

    Ce post peut être lu comme la suite de “La Transmission symbolique : feuillet nº2

    Nuno

     

     

    Facebook  censurou a página dum  internauta Francês que publicou o quadro de Courbet :   ‘A origem do Mundo’.

    Porquê ?

     

    Até hoje, quase ninguém se lembra que Orlan paradiou A origem do Mundo de Courbet, dando-lhe o título de : ‘A origem da guerra’.

    Porquê ?

     

    Este post pode ser lido como a continuação de “A Transmição simbólica : Folheto nº2

    Nuno

  • De África del Sur y de Angola hasta Brasil somos la misma historia …………………………………………………

     

    Lorsque la mémoire nous fait être Humanité !

    “Sous l’apartheid, nous n’étions pas assez blancs et maintenant nous ne sommes pas assez noirs.”

    Des mots d’un métis habitant Le Cap.

     

    Et des mots d’un narrateur angolais :

    Je suis né dans la région de Gabela, le pays du café. J’ai reçu la couleur noire de ma mère qui a été melangée à celle de mon regretté père, un commerçant portugais. Je porte en moi ce qui est inconciliable et cela est ma force. Dans un univers qui ne comprend que le oui ou le non, le blanc ou le noir,  je représente le peut être. “

     

    Textes : Libé, 4 juin 2010, p. 9 et Mayombe, Pepetela, ed.70, p.16

    Image : Reproduction, toile : Mestiço, Cândido Portinari, 1934

    Nuno

     

     

     

     

    Quando a memória nos faz ser Humanidade !

    Debaixo da apartheid não éramos suficientemente brancos e agora não somos suficientemente negros.

    Palavras dum mestiço que mora no Cabo.

     

    E agora palavras dum narrador Angolano:

    Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez

     

    Textos : Libération, 4 de Junho de 2010, p.9 e Mayombe, Pepetela ed. 70, p. 16

    Imagem : Reprodução, Óleo sobre Tela, Mestiço, Cândido Portinari, 1934

    Nuno

    Lorsque la mémoire nous fait être Humanité !

    “Sous l’apartheid, nous n’étions pas assez blancs et maintenant nous ne sommes pas assez noirs.”

    Des mots d’un métis habitant Le Cap.

     

    Et des mots d’un narrateur angolais :

    Je suis né dans la région de Gabela, le pays du café. J’ai reçu la couleur noire de ma mère qui a été melangée à celle de mon regretté père, un commerçant portugais. Je porte en moi ce qui est inconciliable et cela est ma force. Dans un univers qui ne comprend que le oui ou le non, le blanc ou le noir,  je représente le peut être. “

     

    Textes : Libé, 4 juin 2010, p. 9 et Mayombe, Pepetela, ed.70, p.16

    Image : Reproduction, toile : Mestiço, Cândido Portinari, 1934

    Nuno

  • De África del Sur y de Angola hasta Brasil somos la misma historia …………………………………………………

     

    Lorsque la mémoire nous fait être Humanité !

    “Sous l’apartheid, nous n’étions pas assez blancs et maintenant nous ne sommes pas assez noirs.”

    Des mots d’un métis habitant Le Cap.

     

    Et des mots d’un narrateur angolais :

    Je suis né dans la région de Gabela, le pays du café. J’ai reçu la couleur noire de ma mère qui a été melangée à celle de mon regretté père, un commerçant portugais. Je porte en moi ce qui est inconciliable et cela est ma force. Dans un univers qui ne comprend que le oui ou le non, le blanc ou le noir,  je représente le peut être. “

     

    Textes : Libé, 4 juin 2010, p. 9 et Mayombe, Pepetela, ed.70, p.16

    Image : Reproduction, toile : Mestiço, Cândido Portinari, 1934

    Nuno

     

     

     

     

    Quando a memória nos faz ser Humanidade !

    Debaixo da apartheid não éramos suficientemente brancos e agora não somos suficientemente negros.

    Palavras dum mestiço que mora no Cabo.

     

    E agora palavras dum narrador Angolano:

    Nasci na Gabela, na terra do café. Da terra recebi a cor escura do café, vinda da mãe, misturada ao branco defunto do meu pai, comerciante português. Trago em mim o inconciliável e é este o meu motor. Num universo de sim ou não, branco ou negro, eu represento o talvez

     

    Textos : Libération, 4 de Junho de 2010, p.9 e Mayombe, Pepetela ed. 70, p. 16

    Imagem : Reprodução, Óleo sobre Tela, Mestiço, Cândido Portinari, 1934

    Nuno

    Lorsque la mémoire nous fait être Humanité !

    “Sous l’apartheid, nous n’étions pas assez blancs et maintenant nous ne sommes pas assez noirs.”

    Des mots d’un métis habitant Le Cap.

     

    Et des mots d’un narrateur angolais :

    Je suis né dans la région de Gabela, le pays du café. J’ai reçu la couleur noire de ma mère qui a été melangée à celle de mon regretté père, un commerçant portugais. Je porte en moi ce qui est inconciliable et cela est ma force. Dans un univers qui ne comprend que le oui ou le non, le blanc ou le noir,  je représente le peut être. “

     

    Textes : Libé, 4 juin 2010, p. 9 et Mayombe, Pepetela, ed.70, p.16

    Image : Reproduction, toile : Mestiço, Cândido Portinari, 1934

    Nuno

  • Crise? Qual Crise? …//… La Crise? Quelle Crise?

     

    Un nu de Picasso a été vendu le mois de mai  par 82,5 millions d’euros aux enchères.

    Si l’arbre ne doit pas cacher la forêt ( ? ) , il faut savoir que l’an passé un Giacometti a été vendu par 74 millions d’euros.

    Les bourses plongent ( selon eux ) , mais le marché de l’Art vit encore.

     

    Image: Libération , 6 mai 2010

    Nuno

     

     

    Foi vendido no mês de Maio em leilão um quadro de Picasso por 82,5 milhões de euros.

    Mas como uma árvore esconde e não esconde a floresta , o ano passado foi vendido um quadro de Giacometti por 74 milhões de euros.

    As bolsas afundam-se ( dizem )  , mas o mercado da Arte ainda vive.

     

    Imagem: Libération, 6 de Maio de 2010

    Nuno