Category: fado

  • E as coisas belas que Portugal tem e França não(2) Et les choses belles que Portugal a et la France non

     

     

    Na minha adolescência, fase da vida que despertamos para a música, seus estilos e sonoridades, tinha para mim que o fado era música para cotas. Não suportava sequer ouvir 30 segundos seguidos daqueles acordes.

     

    Com trinta anos dei comigo a comprar o meu primeiro CD de fado, coisa impensável alguns anos antes, e que me dizem que realmente, é preciso chegar aos trinta para se aprender a gostar de fado. A palavra fado vem do latim fatum (“destino”). A sua origem terá sido algo obscura, surgido provavelmente em meados do século XIX. Hoje os Portugueses têm em Mariza a sua diva, herdeira natural do lugar conquistado, deixado vago pelo nome planetário que é Amália Rodrigues. O Fado, é um dos “produtos” que portugal melhor exporta.

     

    relacionado: Um Chá com um cheirinho de Fado, por favor ! / Les belles choses que la France a et Portugal non(1)

  • Os Pós Modernos

    A música Portuguesa tem pouco sucesso em França.

     

    Talvez haja uma vontade de não dar a conhecer um Portugal moderno ?

    Creio que é uma tendência muito antiga. Portugal é Fado e Sol !

    E Fado virou coisa nacional, esquecendo-se as baladas de Coimbra, esquecendo-se que Portugal é um país muito diversificado.

     

    E Fado é arte dum bairro de Lisboa. Não de Portugal !

    A promoção dos únicos “Madredeus”  abafou a diversidade.

    E esquecendo-se, também, que Portugal, como país periférico é um país inovador.

    Um texto que me marcou : ” Pós Modernos” .  Escrito e tocado pela banda GNR, continua de grande actualidade.

    Escrito na década 80, o texto aponta para o que é hoje a nossa sina :”com os pós modernos nunca ganhamos nem nunca perdemos”.  

    E Viva o Porto !

  • ó gENTE dA mINHA tERRA. [reeditado]

    Muitos dos que nos têm visitado Já nós conheciam, a mim do gERAÇÃO rASCA, ao Monsieur das 00:01, PortoMaravilha, das caixas de comentários quer no gERAÇÃO como do Vila Forte, e ainda outros, que nos conheciam do BiBó PoRtO, carago!! onde ambos escrevemos e nos conhece-mos apesar da distância. Pelo que a novidade não sei se será muita ou pouca quando aqui entram (digam-nos vocês), à excepção dos jeitosos que não largaram esta madrugada o Cosméticas reencaminhados pelo google no que se imagina uma extasiante Ménage à trois entre as palavras sexo, lingua e caralho do post anterior. E eu aqui a zelar pelo bom nome da casa, monsieur… vamos lá ver, PM, deves querer ser despedido antes mesmo do primeiro ordenado, pá.

     

    Vem isto a propósito de que, pelo facto de já vários serem seguidores dos escritos, reconhecerão o texto provavelmente que passo a publicar, e cuja novidade aparece no fim do mesmo, o motivo da sua reedição.

    para os googleiros, não queremos continuar a desapontar-vos:

    foto | Marta Ferraria  www.mfotografia.com 

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    Domingo, 21 de Setembro de 2008

    ó gENTE dA mINHA tERRA.

    O Ano passado tive opurtunidade de visitar a cidade universitária de Cambridge, em Inglaterra.

    Permaneci por lá alguns dias com um casal amigo, cujo marido, rapaz empreendedor e na força da Juventude, após as típicas desilusões lusas, tinha optado por se instalar em terras de Sua Majestade e iniciar um negócio que prospera  por esta altura numa outra cidade Europeia.

    Em conversas à mesa, foi inevitavel acabar-mos a comparar o nosso País de origem com Inglaterra, as culturas, atitudes, oportunidades e as suas gentes. Ele argumentava-me que por lá, também eu teria boas oportunidades se quise-se desenvolver o ofício que pratico, que em Portugal trabalhar é para aquecer, e coisas do gênero, ao que eu respondia que me sentia  no dever e obrigação de me esforçar e contribuir para o desenvolvimento do meu País, e pelo que a ter que contribuir para a riqueza de alguém, preferia faze-lo pela minha terra.

    Mas ele estava  irredutivel , extremamente  decepcionado  com  Portugal , e não 

    Estudante universitário, Cambridge

    queria

    ouvir  falar nos próximos tempos sobre o jardim a beira mar plantado.Eu compreendia-o, e por aqueles dias tentei conhecer um pouco mais da cídade e da mentalidade dos Ingleses. Sinceramente pouco me dislumbra o estilo Inglês, onde impera algum bom humor, mas sobretudo,  o cinismo, arrogância quanto baste  – daí renderem-se ao estilo do «Zé» Mourinho – e algum desleixo, bem que chegue… Enfim, um País de Rainhas e habituado a “Reinar”.

    Voltei um Português ainda mais convicto, e pensei quando aterrei, o quanto amo as minhas gentes, as minhas terras, o meu País. O quão bom é poder beber um BOM café por cinquenta cêntimos, andar de comboio ou táxi por tuta e meia, ter sol de verão ou inverno, ou mesmo em dias maus, haver pelo menos um FC Porto que não desilude e orgulha pelo mundo fora.

    Volta e meia, quando reflito no estado do meu Portugal, o quanto piorou neste último ano, a atitude de quem nos norteia e com que interesses, recordo-me das conversas à mesa lá em Inglaterra com o meu amigo.

    Vejo o meu Povo cada vez mais de ombros encolhidos, a arrastar os pés pelas calçadas gastas, a rabiscar o fundo dos bolsos cada vez com mais dificuldade a procura dos cinquenta cêntimos para o café. Meio Portugal que trabalha para sustentar  o outro meio, uma praga de parasitas e subsidió-dependentes. O xico-espertismo em alta, e a juventude competente a partir.

    E é este o triste fado de mais um jovem da Geração «à rasca», por enquanto ainda iludido de que vale a pena  esforçar-se ao lado das suas gentes. Que um dia, revia-se entre os seus que voltavam o fundo das costas ao ministro, mas não consegue voltar costas ao seu País.  A pergunta que se impõe é, até quando dura a idade da inocência?

     

    E por que hoje estou mesmo assim, lamechas, mas sempre orgulhoso das origens que tenho, deixo-vos com este link.

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    No sábado passado, no jornal das 20:00h na SIC, talvez se tenham deparado com o meu amigo Edgar, o jovem desanimado que partiu para inglaterra e empreendeu na sua paixão e formação académica, o mundo animal, investindo nos répteis depois de dirigir um zoo, negócio que viria a estabelecer na cidade Madrilena, e que quando a crise ameaça bater a porta, em vez de baixar os braços, faz um interregno da bicharada, para se dedicar a isto: