Category: desabafos

  • Mais umas farpas na guerra dos sexos………………..

     

     

    Parece que os homens também já têm direito ao seu dia internacional: 15 de Julho.

    Eu não sabia, acho que não foi assinalado em Portugal, como de resto a maioria da população mundial desconhece que o género masculino já está consagrado de igual modo ao das crianças, dos idosos – o único do género que actualmente me pareceria ser premente assinalar, se descontasse-mos as injustiças do mundo não ocidental – ou ao dia estérico das mulheres.

    Mas mais dia menos dia com interesses comerciais ou não, do mal o menos, e sendo assim, até que aplaudo a justiça da introdução de mais uma efeméride agora também masculina.

    No entanto, não deixa de ser curioso ou irónico, que os homens modernos do sec. XXI tenham hoje de reclamar “igualdade de tratamento ou direitos”…

     

    Cá se fazem, cá se pagam, dizem elas. Neste caso ao Boticário…

    Este post pode ser lido na continuidade de “A Efeméride e o Mundo Feminizado

  • O cancro: Um tabu que dura ! ………………………….. Le cancer: un tabou qui persiste ! ……………………..

     

    Le dernier numéro de la revue Next m’a interrogé à bien d’égards.

    S’il me semble normal présenter une actrice de 22 ans, Ana Girardot, en pleine ascension, par contre il me semble anormal d”isoler les paroles d’un troubadour hors son contexte.

    C’est interrogatif à mes yeux: mais si ça trouve j’ai besoin d’une loupe. Etonnant que la photo se contente d’oublier les vers primordiaux du poème de Jacques Brel.

    La chanson de Jacques Brel, Le Moribond, est la vie!

    Voici la suite: “Je veux qu’on danse…quand c’est qu’on me mettra dans le trou.”


    Qui a peur du cancer?

    Que veut-on vendre?

    Photo: Next, juin, 2011, p.56

    Nuno

     

     

    O último número da revista Next ( jun 2011 ) dedica várias páginas a Ana Girardot.

    Uma actriz de 22 anos que começa a ganhar nome.

    Se a apresentação da actriz é conforme a qualquer “artigo jornalístico”, já me parece interrogativa a foto publicada por Next e que aqui se reproduz.

    Com efeito, os versos citados são os da canção de Jacques Brel, “Le Moribond“.

    Jacques Brel escreve e musica esta canção porque sabe que tem um cancro. O seu poema é um hino à vida!

    Curioso que os últimos versos não apareçam: “Quero que riam… Quero que dancem quando me enterrarem”.

     

    O que se procura vender?

    Foto: Next, jun, 2011, p. 56

    Nuno

  • Benfiquista e Portista rimam com Artista ?

     

     

    Se é sabido, desde os seminários de Lacan dos anos sessenta que as palavras têm um sexo, não deixa de ser curioso que a Língua Portuguesa seja bisexual quanto às palavras terminadas em “ista”.

    Achei curioso que a publicação LusoMagTv, publicação destinada à imigração Portuguesa tivesse tentado conjugar Porto e Benfica.

     

    Mas talvez se perceba que, cada vez mais, as guerras entre Benfica e Porto ficam longe de quem começa a pensar a cidadania no âmbito da universalidade.

     

    Nuno

  • A Sociedade Civil Portuguesa “É Fraca”

     

     

    Quem o disse foi Jorge Sampaio (link), o penúltimo dos 4 Presidentes da República democratica ontem presentes e que usaram da palavra, nas comemorações do 25 de Abril.

    E quando 37 anos depois, cada vez mais  se ouvem e crescem, o número de portugueses que lamentam e anseiam por um novo Salazar que “endireita-se o estado a que isto chegou”, inclusive entre a juventude, que mais concluir se não que de facto, o maior “défice português” – maior ainda que o das contas públicas – continua a ser o da cultura, conhecimento e educação… Mais perguntem à Dona Piedade.

     

    Sociedades fracas produzem políticos fracos, por muito que o povo gosta-se de inverter esta equação. Mas quando tentei argumentar isto junto de alguns amigos após a noticia da demissão em curso do governo, que a mudança de atitude tinha de começar na sociedade civil primeiro, para que chegue a classe politica depois, ia sendo crucificado.

    Nada de estranho, reflexos da quadra pascoal…

    A culpa? É dos políticos! E dia 5 de Junho próximo não se esqueçam: Esticar bem a toalha e apanhar banhos de sol na praia.

    Os políticos que resolvam esta merda toda. Não é para isso que lá estão?

  • A Sociedade Civil Portuguesa “É Fraca”

     

     

    Quem o disse foi Jorge Sampaio (link), o penúltimo dos 4 Presidentes da República democratica ontem presentes e que usaram da palavra, nas comemorações do 25 de Abril.

    E quando 37 anos depois, cada vez mais  se ouvem e crescem, o número de portugueses que lamentam e anseiam por um novo Salazar que “endireita-se o estado a que isto chegou”, inclusive entre a juventude, que mais concluir se não que de facto, o maior “défice português” – maior ainda que o das contas públicas – continua a ser o da cultura, conhecimento e educação… Mais perguntem à Dona Piedade.

     

    Sociedades fracas produzem políticos fracos, por muito que o povo gosta-se de inverter esta equação. Mas quando tentei argumentar isto junto de alguns amigos após a noticia da demissão em curso do governo, que a mudança de atitude tinha de começar na sociedade civil primeiro, para que chegue a classe politica depois, ia sendo crucificado.

    Nada de estranho, reflexos da quadra pascoal…

    A culpa? É dos políticos! E dia 5 de Junho próximo não se esqueçam: Esticar bem a toalha e apanhar banhos de sol na praia.

    Os políticos que resolvam esta merda toda. Não é para isso que lá estão?

  • Hulk – o Tsnami vindo do Japão

     

     

    Hulk, o ‘jogador sensação‘ do campeonato portugês, descoberto pelo FC Porto na 2ª liga de futebol japonesa, há 2 ou 3 épocas atrás, cometeu ontem a infração de despir a camisola (consequente cartão amarelo) na comemoração da marcação do 2º golo do jogo frente ao União de Leiria.

     

    O tema futebol – que nos apaixona – anda há muito tempo arredado das nossas linhas por aqui, porque questionamos e consideramos “até que ponto se estará transformando este palco numa arena de morte”, acreditando que a manterem-se determinadas atitudes, leiam-se: verdadeiras infracções impunes sobretudo fora das 4 linhas, certamente está a caminhar para lá. E com isso não podemos pactuar.

    No entanto confesso: há infracções no futebol, como a que Hulk cometeu no jogo de ontem reconhecendo seu apreço e afecto pelo povo nipónico que um dia o acolheu, que com certeza orgulha qualquer bom adepto apaixonado por futebol. Digo eu… comungando nossa solidariedade com o Japão. Porque, isto sim, está na essência do futebol.

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

  • 59 jornalistas foram assassinados……………………… 59 journalistes ont été assassinés………………………

     

    59 journalistes ont été assassinés depuis le début de l’année.

    C’est ce qu’a annoncé l’ong Presse Emblème Campagne qui milite pour une meilleure protection des jornalistes dans les zones de conflits.

    Une nouvelle qui est passée presque inaperçue. Pourquoi ?

    Les pays les plus dangereux sont :

    Mexique ( 9 morts), Honduras (8 morts), Pakistan (6 morts)…

     

    Image : Photo de Marcos Andandia ( Argentine ), “Séries les Mères des disparus, entre le ciel et la terre” / Rencontres Internationales de la Photographie d’Arles / Libé, 9 juil 2010, p.6

    Nuno

     

     

    59 jornalistas foram assassinados desde o início do ano no exercício da sua profissão.

    É o que anunciou a ONG Presse Emblème Campagne que milita para uma melhor protecção dos jornalistas em zonas difíceis.

    Uma notícia que passou quase desapercebida. Porquê ?

    Os países mais perigosos são:

    México (9 mortos) , Honduras (8 mortos), Paquistão (6 mortos)…

     

    Imagem : Foto de Marcos Andandia ( Argentina ), “Série les Mères des disparus, entre le ciel et la terre” / Rencontres Internationales de la Photographie d’Arles / Libération, 9 de julho de 2019, p.6

    Nuno

  • 59 jornalistas foram assassinados……………………… 59 journalistes ont été assassinés………………………

     

    59 journalistes ont été assassinés depuis le début de l’année.

    C’est ce qu’a annoncé l’ong Presse Emblème Campagne qui milite pour une meilleure protection des jornalistes dans les zones de conflits.

    Une nouvelle qui est passée presque inaperçue. Pourquoi ?

    Les pays les plus dangereux sont :

    Mexique ( 9 morts), Honduras (8 morts), Pakistan (6 morts)…

     

    Image : Photo de Marcos Andandia ( Argentine ), “Séries les Mères des disparus, entre le ciel et la terre” / Rencontres Internationales de la Photographie d’Arles / Libé, 9 juil 2010, p.6

    Nuno

     

     

    59 jornalistas foram assassinados desde o início do ano no exercício da sua profissão.

    É o que anunciou a ONG Presse Emblème Campagne que milita para uma melhor protecção dos jornalistas em zonas difíceis.

    Uma notícia que passou quase desapercebida. Porquê ?

    Os países mais perigosos são:

    México (9 mortos) , Honduras (8 mortos), Paquistão (6 mortos)…

     

    Imagem : Foto de Marcos Andandia ( Argentina ), “Série les Mères des disparus, entre le ciel et la terre” / Rencontres Internationales de la Photographie d’Arles / Libération, 9 de julho de 2019, p.6

    Nuno