Category: a odisseia do mr pelo cosmos azul&branco

  • ‘Fim de Ciclo’: Obrigado Presidente.

     

     

    Discursos como este no vídeo acima, para mim o melhor de sempre de Pinto da Costa, ‘já foram chão que deu uvas’.

     

    Caro Presidente, obrigado. Agora, deixe-me finalmente tornar-me sócio do meu clube sem que para isso tenha de pagar mais que os outros, só por residir a mais de 100 km da Sede.

    Deixe-me ser um sócio sem carimbos, que não o ‘correspondente’. Quero ser sócio do clube que conseguiu das minhas grandes representações Portuguesas.

     “E isso me envaidece!”  Quando passo pelo mundo. 

    Deixe o meu clube ser finalmente cosmopolita, retire-se o estigma de Provincia.

    Caro Pinto da Costa, que nunca lhe falte a coragem,  a ombridade, a visão, o descirnimento, o acerto, o grande exemplo de portismo. Saia!

     

     

  • [PORTO DE ABRIGO] ::»reflexões à Prof. Jesualdo« bitaites que sendo para dentro, atingem os de fora ;1

     

    ‘LIGAções perigosas’ 2 VS 1 ‘o D’ouro que lavas aPITAdelas’«

    …Que é como quem diz: dos amores a arbitros com paixões vermelhas tipo Mr. King, às actuais mulheres da frutaria no Bolhão. Mudam-se os clubes, mantêm-se às vontades.

     

     

    »Começava este post com o destaque »On Fire«, para o influente opinador, Rui Moreira, que, e compreendendo o Mister, que ele próprio, RM, eleve Miguel Sousa Tavares como sendo o portista que melhor representa e defende o que vaí no geral da ‘alma’ adepta portista, tenho que discordar e dizer-lhe que não, que não é MST, mas sim ele, Rui Moreira, quem o Mister do bitaite acha que melhor está nesta altura a defender e expor, o que nos vai na alma, de todos nós, generalidade dos portistas. Estará o Mister enganado?

     

    »Que o Porto, futebol clube, ‘perde o norte’ com alguma frequência, Já sabia-mos. Ao que parece ainda não se saber, é da tendência para falta de vista, entre as descirnir arbitrariedades‘, e, prioridades. Boa parte da bancada azul e branca talvez até tenha o uma outra capacidade de discernimento, provocado por, e para além de que como o macaco, existe um certo calo no cu, salutar, suficientemente aguçado por uma trintena de jejum. E Isto lhes acalenta a alma draconiana, pois pudera, tem de engolir as próprias chamas tantas vezes, para dentro em seco, nos tempos que correm…

    Pelo que avista-se entre o nevoeiro o navegar de uma nau, que, de bandeira aprumada bem alto no mastro, cada vez menos avança, atravessou mares longínquos, e chegada ao destino em busca de um novo Penta, anda a deriva, sem saber ‘aportar’, calmamente orientada, embalada, por ondas vermelhas e um farol e faroleiros intermitentes-tentes-tentes.

    Mas como em qualquer embarcação que se preze, há os marinheiros mais calejados, e os marujos mais enrabichados, cujo mau comportamento lhes pode custar uma ida pró caralho (e aqui cultivai-vos, vede o significado do termo: link , mal habituados, e convencidos das sempre infindáveis boas atracagens.

     

    Ora sabem os mais batidos que não há fome que não dê em fartura nem bem que sempre dura…

    e que discurso derrotista é este agora? Perguntar-se-ão já alguns.«

     

    Nada disso!

     

    Defender o FCP com unhas e dentes sob vis e baixos e ordinários ataques? Sim.

    Denunciar descarados e flagrantes faltas de vergonha de quem assume que faria as coisas por outro lado? Também!

     

    Arbitrariedades estilo João-esse-sim-Proença-pode ser? Okay.

     

    Mas, haverá maior desgraça do que focalizar-se no que se passa a volta, negligenciando a própria casa?

     

     

    e quanto ao Penta Digam lá: Jesu-u-u-u-s, a-deus!

     

     

     

    Matematicamente, e probabilisticamente falando, o Bi-Pentacampeonato continua possível, bastante possível. Mas depois de – e sobretudo (que não de Mourinho) – dos inúmeros desperdícios por falta de eficácia, mais que os erros de arbitragem, ou condições do campo, é essa mal fadada e estúpida falta de concretização, que tantas vezes descarou os azuis e brancos no jogo em que perdemos 2 pontos cruciais, na última jornada passada para o campeonato contra o Leixões. É isto é que aborrece o Mister. Que lhe faz começar a preparar o dito cujo azul e branco que bate no peito para a eventualidade de ver partir o titulo por mãos alheias. E não se trata de um título qualquer. Trata-se do BiPenta.

     

    Acredita-se que sim, que está ao alcance. Assim como, a continuar tal intermitência a esta altura do campeonato, fácil poderá ser para muitos deixar de acreditar nele.

    Porque, assim como nem todo jogador se benze quando entra em campo, nem todos da bancada respondem ‘amém’ as velhas, gastas e tantas vezes, demais, bacocas, profecias divinas anunciadas. Mas que raio! Os anos já não são os fartos 90, para se prometer postumamente certas coisas, e basicamente falamos de Bonés.Ao desbarato.

    O Zé Maria, tem calma. Não te revolvas no caixão com o que por agora vês…

     

    Os faroleiros de serviço, leia-se corpo directivo, acomodam-se, de barrigas cheias, bem cheias, proporcionada por uns últimos 10 anos sem grandes ondas adversas ou vermelhas. Com muita calmaria, Bailados autênticos e justos louros colhidos em campo, rumo a novo Penta. Pelo meio, os tais que o outro apelida de contentores sul americanos & CIA, lda.

    No entanto, há pelo menos já um Penta, o dos 90. Sempre recordado, mas também ensombrado. Na boca de muitos outros, com alguma estrebaria, apitadelas que ultimamente já evoluiu para a frutaria. Que chatice, marujos!

     

    Há quem já salte do barco, e lave as mãos da tesouraria. Quais Pilatos. Ou antecipando más profecias?

     

     

    Na Família Gomes são todos fixes. Gomes A marcar golos, a coleccionar botas d’ouro, a gerir contas e cifrões azuis e brancos. Até a inspirar nomes para inscrever em camisolas axadrezadas que acabam encarnadas, os das bandeletes, vocês sabem do que estou a falar…

    Há quem no cumprimento de sua missão ingrata, alivie o nó da gravata, e venha à público desculpar o desculpável para uns, relegando para segundo plano o rendimento de seus marujos. Se um barco não chega a bom porto, segundo ele, a culpa já não é do comandante, é da policia marítima que não cumpre bem o seu dever… É só assaltos e apitadelas à boca cheia, estes polícias, Policias que roubam golos à desgarrada, à mão armada.

    -lo Jesualdo Ferreira na conferência pós jogo, para explicar o indesculpável, e que esteve flagrantemente à vista dos milhares de portistas que assistiram ao jogo:

    -E Perdemos! Não que o penalty por marcar, não pode-se ter dado uma preciosa ajuda a ser devidamente apitado por alguém ‘com os apitos sítio’, e que podia de facto ter resolvido o assunto. Mas, nem era a mesma coisa. E Isto diz o Mister, diz a Zon, diz o Jesus, já Jesualdodise o que era preciso dizer, para fora da bancada do Dragão, leia-se.

     

    Perdemos, como milhares assistiram e viram, confrangidos, combalidos, constrangidos, aborrecidos, não pelo penalty por marcar. E Pergunto, com a falta de eficácia naquele dia, naquele jogo, para que queriam os portistas (mais uma entre tantas que choveram ?!) aquela oportunidade, como diz o Mister Arsene Venger das Inglaterras, mais difícil de concretizar contra o Leixões, do que um 2-1 com os Gunners do Arsenal de Sua Majestade?

    Também, mas não foi só Paixão. O ladrão-cabecilha do jogo, foram antes, os tripulantes de um barco a deriva, que não encontra seu Porto de Abrigo. Tripulantes esses, outrora, que já lhe deu por portas algo travessas (quanto ao Mister), um Penta. Chamam-lhe o Penta dos Guímaros, das viagens ao Brasil, e outras histórias mil, que, sinceramente desconheço pormenores. Desconheço porque, NÃO VIVI O MEU 1º PENTA!

    Não se viveu, por angustia de um adolescente, que sofria sobre maneira pelo FCP, e preferiu deixar de ver todo e qualquer jogo de futebol, a admitir em compactuar , mesmo que indirectamente ou em pensamento, com o que se passava no futebol portuga dos anos 90.

    Não seria, garantidamente, apenas o FCP que molhava o bico na sopa, mas, aquele adolescente, passou a contentar-se em saber dos resultados apenas de cada jogo azul e branco. Inglório, foram anos a fio. Foram PENTA. Mas, de certo modo, Roubaram-mo…

    Roubaram-mo, acho que não foram os árbitros, como agora acontece e tanto ajudam e apitam quais policias, desta feita, sináleiros de Lisboa, abrindo caminho na estrada de cortejo para o andor , roubando-lhe este BiPenta para compensarem ‘a nova puta mais velha do futebol português (outro post alusivo ao RM?! Mau qual é a comissão?), que atende homens por túneis obscuros numa casa da luz vermelha. Deixem lá. É da capital, ninguém leva a mal.

    Roubaram-mo o , o 1º Penta, mas, não foram os jogadores raçudos, convictos, e de atitude à FCP, os dos anos 90, como agora aqui e alí, os dos anos 2010 ameaçam rouba-lo novamente por falta de de mística e comparência. A esses, em campo, um portista ainda se perdoa.

    Roubaram-mo , mas muito menos terão sido os sofredores de sempre na bancada, enquanto os da bancada VIP assistem ‘ barriga inchada’!

     

     

    Gostava que, depois do primeiro, não me roubassem o 2º Penta, mas a roubarem-no, que seja pelos motivos de 2010, antes isso que – e não sendo aqui ninguém dono da verdade- antes perde-lo assim, em do que perde-lo em parte pelas suspeitas de 90.

     

    de adepto para adepto«

     

     

    »Agora, o apito Dourado, escutas Ugandescas e youtubadas, elas estão aí, para quem quiser ouvir (mas ufá! que ninguém sabe de nada, youtube?! Adepto de futebol é burro, navega pior que a Nau azul e branca) mas desenganai-vos, pois se não abateram de facto em pleno, abateram METADE do que era seu OBJECTIVO: Há quem ainda se convença que o homem ainda está aí para as curvas, mas, ele próprio parece que patrocinou a criação do monstro vermelho que o abateria, e Pinto da Costa já era… O número de sócio FCP do tal monstro Luis Filipe Vieria em vesperas de ser Dragão de Prata, dizem que também, já era.

    Aos resistentes que chegam a estas últimas linhas, bom, que desculpem tal Mister, uns, pelo tamanho de hoje em testamento. Que lhe desculpem outros pelo desabafo ‘acalimerado‘ de umMr FCP sempre‘, em desalento.

     

    Desenganai-vos, pois se não o abateram de facto em pleno, atingiram METADE do que era seu OBJECTIVO: é notória que as apitadelas, se não ‘quebraram, dobraram, o homem. Irónico, que ele próprio parece ter patrocinado em parte a criação do monstro vermelho que a chama lhe apagaria, e Pinto da Costa já era… O número de sócio FCP do tal monstro orelhudo, Luis Filipe Vieria, em vesperas de ser Dragão de Prata, dizem que também, já era.

     

    E hoje o mistÉr do Mister, questiona-se do mesmo que o infiéis inimigos outrora marroquinos:

     

    Haverá Futebol Clube do Porto, tipo colosso europeu, no pós Pinto da Costa

     

     

    Aos resistentes que chegam a estas últimas linhas, bom, que desculpem tal Mister, uns, pelo tamanho de hoje em testamento. Que lhe desculpem outros, pelo desabafo ‘acalimerado‘, de umMr FCP sempre’, em desalento.

    Ninguém terá memória curta. Poucos ousariam cuspir no prato oferecido e tão bem saboreado.

     

    Mas é pá, será que este Mister será realmente um portista? Já se perguntaram vários. Os portistas não são ingratos, pelo contrario: não são de memória curta, serão devidamente agradecidos, MAs sobretudo, muito muito exigentes com todos. Quanto aos dirigentes sabem melhor que ninguém por exemplo, o homem que têm e os lidera, e está bem demonstrado por vários episódios, como o de Pinto da Costa que preparando-se para uma mais ou menos recta para a meta, no fim e em boa parte, falhou, baqueou, lesou o clube, para vergonha, de vários, muitos. Não obstante, curioso, nem precisou de ser perdoado pela tal alma adepta portista por certos, mas pequenos devaneios comparado-os com os demais e enormes méritos conquistados… Era inquestionável. Pelo que terá terá sempre o eterno OBRIGADO do tamanho de um dragão repleto de azul e branco.

    Ainda no Topo da direcção deu o maior dos exemplos. O homem nunca quis adeptos para ou seu nome. Não quis, não admitiu, ameaçou sair se nisso o contrariassem, e assim se deixou de dar o nome de um Presidente a um estádio. Pelo que siga-se o exemplo do maior de todos os presidentes: Pelo FCP e sua (desde que) merecida glória, tudo! Por glória a homens NADA!

    debate urge«

    O FCP é muito mais que homens – esses passam, as instituições ficam – mas este Homem, o Jorge Nuno (o culto, o devorador poeta, o ferveroso crente religioso, o bonacheirão, o Dom Juan, etc.. É o mesmo que de Azul e Branco responde por Pinto da Costa (e para este basta dizer: reconhecidamente no planeta pelo melhor activo e o mais galardoado em títulos entres os Presidente do mundo futebol de todos os tempos). Este homem mereceria bem mais do que as aqui já longas e enfadonhas (culpa do escriba) linhas dedicadas.

    E como até aqui, (estariam proBaBelmente, para cima das sei lá, 1.000 linhas? ninguém resistiria tanta linha ao Mister sem lhe dar na sua – do Mister, ou do proprio leitor – um tiro cabeça :-)))

    tem + encanto, na hora da despedida«

     

     

    bLue bOy, trocamos mais dois ordenaditos (miseraBeis, diga-se de passagens) por mais uhmmm, meia duzia de linhas?

     

    Uhm! Pronto, sigam mais umas linhas palermas, até porque aqui à minha Beira, na Nazaré o enterro do entrudo é só na sexta a noite, é por isso é «Carvalhal», ninguém leva a mal.

    Já sobre essa quantidade de erros que (os ortográficos) que aqui leram, O autor do post tem noção sim senhor! da responsabilidade que será escrever para alguns, poucos, milhares de leitores que garantidamente gramarão com isto só no dia de hoje! Onde, modestia a parte, mais de metade deles são os de refinado bomgosto, ricos visitantes do tão somente blog mais "popular" azul e branco do carago!! entre toda a Bluegosfera. E depois admiram-se se começarem a chamar ao blogue do carago!! o mais "Bermelhusco = Popular" de todos…

    Já quanto as frases sem sentido, é pá, quer dizer, não queriam mais nada não? mais 2 horinhas a esgatanhar um texto destes, nauseabundo, digno de um qualquer gato fedorento. Náááá!Que isto o Mister já não vê grav€to à que tempos e tem de se ir deitar, para acabar de criar :-))). Pelo que pronto fica feito o post para o primeiro semestre 2010.

    Contas feitas, em dia e acertadas, noves fora nada, e tal… é isso. No BibÓ PoRto, carago!!, já só nos vemos quando formos Pentas. Ou não.

     

    E como que com um farol intermitente,

    Navega a nau desnorteada.

    assaltada, pirateada, essa bandeira arreia…

     

    Navega a Nau, anda a deriva, mas que grande tareia.

     

     

    Os ratos saltam fora, os marujos dormem na cave, poucos quererão enfrentar o perigo.

    Acorda Dragão! Onde está o teu Porto de Abrigo?

    Pentabr@ços. À octocampeão.

    _____

    Porque só hoje escrevo no BiBó PoRto após a efeméride recente, penso eu de que… fica minha parabenização pelo aniversário destes reflaxionários. Bem hajam! Que os dedos e os teclados nunca vos doam, nem acabem.

    _____

    Simultâneos BiBó PoRtO, carago!! / COSMéTICAS.org

    Também em no portal: futebolar

     

  • A romaria à mouraria, molhadinha como uma galinha!

     

     


     

    A Romaria à Mouraria

    O

     

    09:15 AM. O despertador, desse mal necessário apelidado por telemóvel, toca o despertar. Um portista boceja, confirma as horas, levanta-se cambaleando, não pelo exagero dos copos da festança na noite anterior, que ocorrera no jantar de natal entre colegas do blogue do carago!! , mas pelas poucas horas de sono cujo trabalho do longo dia anterior lhe roubara ao descanso ou ao convívio…

    Afasta as friestas do estore e espreita da janela, constatando: “Eisssh! Tá mesmo um dia lindo para se ir ganhar a Lisboa!”.

    Mais pontapé, menos canelada pelos móveis, lá se vai aprontando que o dia reluzente, e um clássico de futebol, chamam lá fora.

    Não sem antes cumprir alguns rituais domingueiros, mais café, menos leituras, confirma as horas, e, “Fosga-se! Que já estou atrasado…”

    11:45 AM. O motor do C4 ronca, felino, arranca em sentido contrário, rumando 50 km a norte, para a mini-concentração marcada no Manjar do Marquês, em Pombal, e os receios de MrCosmos mostram-se afinal infundados. Não só chegara a horas, como até consegue o feito raro de ser o primeiro a comparecer no encontro. Tem por isso tempo de verificar o ambiente à volta. “Olha, um portista, e outro, e alí, uhmmm…. sim alí vai outro!” O sorriso que trazia nos lábios desvanece-se rapidamente quando entra no restaurante: “Fosga-se! Já chegamos à pontinha, ou quê?! As camisolas vermelhas são mais que as mães!”.

    Volta para fora, precisava de respirar ar puro.

    A estacionar já estava a mini caravana daquele blogue do carago! bLuE bOy, Mafaldinha, AzuliBranco , Tripeiro, e Xeio_d_Xono, apeiam. Ligeiramente a duas, três filas de distância, Bicho – O Eterno Capitão, verifica se a viatura está mesmo fechada.

    “Comé que é Mister? Tá-se? Tá-se!” – Cumprimentam-se o bLuE e o Mr, entre um primeiro abraço há já muito adiado, aguardando por uma primeira oportunidade. E foram ao tacho.

    A mesa ao lado é ocupada por adeptos rivais, entre garfadas e um copo ou outro, o AzuliBranco conta das suas tropelias e picardias num blogue vermelho farrusco onde largava umas bombas com o seu grito de guerra: “mata o mouro, dá-lhe um estouro”. O “garçon da casa”, na árdua tarefa de abrir mais uma garrafita,  deseja boa sorte à mesa para mais logo, enquanto bom Sportinguista que era, e o Tripeiro põe-nos a par da sua ascenção à fama pelas curvas azuis e brancas, que já ouve na rua: “Olhó Bibó Porto, carago!! Tu és o gajo da bandeira.” Dobradinha, ao lado de seu mastro que esticado daria 5 metros, lá aguardava a bandeira simbolo do blogue do carago! Coisa maí linda, alí serena a espera de ser vorazmente  desfraldada por aquelas bancadas imundas e, …uhmmm?! Diga? ah oui, pardon! …estou-me a desviar.

    A malta está saciada, no que a barriga toca, pelo que há de tratar de saciar então o espírito e alma flamejante draconiana. Cumprimentos de circunstância à mesa vermelha do lado, “Boa sorte, viagem e tal…”, e ala que se faz tarde…

    03:45 PM
    . Atravessa-se a fronteira da Mouraria, e o bLue ainda consegue a condescendência dos batedores de trânsito e encosta no apeadeiro das portagens de Alverca, onde as claques já iniciaram a sua actividade “pedreira” de tiro ao alvo… no segundo carro, MrCosmos e AzuliBranco são ordenados a seguir caminho, que as coisas alí já aqueciam.

    Sem stress, saí-se na primeira saída, e regressa-se à auto-estrada entrando em pleno coração do cortejo azul e branco, feito meticulosamente sincronizado via telefone móvel.

    E aí vão eles.

    Dragões nos tejadilhos dos autocarros, adeptos sentados à janela das viaturas, bandeiras, cachecóis, apitos, 4 piscas, um multicolorido de vários tons – com o azul e branco dominante – dá entrada na capital. De meter respeito!

    “Foi assim que Dom Afonso Henriques entrou em Lisboa”, confidencia Azulibranco com um familiar ao telefone.

    Mas os deuses dos futebóis iniciam logo ali os seus castigos à legião  azul e branca. As nuvens negras que os perseguiam, de já há algum tempo, iniciam a sua descarga, mas nada desanima as hostes portistas.

    Decidira-se previamente: entre entrar disfarçado e camuflado sem adereços identificativos, e assim de forma menos penosa e sossegada, ou entrar identificado em segurança, com o cortejo policial entre uma ou outra bastonada, como a que um cabrão-zão fardado deu ao Mr , para recordar-lhe quem era alí a autoridade Muçulmana , pois quem mandou MrCosmos por o pé em rama verde, leia-se pé fora do passeio estipulado, para o trânsito dos adeptos,   no desvio de uma poça de água, donde se respondeu ao leve toque da autoridade islamita, “xô pulga! O que foi? Queres que invoque pela tua identificação, morcão?  O teu nome Sr. Agente? -Estrada! devolveu ele…

     

    Bom! como ninguém havia vindo para se esconder, camisolas, cahecois e tal, que remédio senão aturar aqueles Ortodoxos-Islamitas da ordem e segurança. Siga a rusga!”

    Pegando o fio à meada, milhares das claques e adeptos, contam-se cerca de 3.500, apeiam, começa o aglomerado azul e branco. A chuva intensifica, os primeiros cânticos de honras à casa entoam-se, bandeirinhas com o número 12 e uns  apitos vermelhos todos catitas, para saudar o Senhor Lucílio Baptista – Calabote do sec. XXI, distribuem-se, a roupa molhada começa-se a colar ao corpo, “Que sa foda, Jogo é jogo, e este, É o jogo”.

    Um casal aparece numa varanda, uma bandeira azul e branca é exibida, eís um bom mote para o afinar de gargantas dos adeptos: “Cam-pe-ões, cam-pe-ões, nós somos cam-pe-ões!!”

    Mais duas dúzias de caralhadas e cânticos entoados a certos “filhos da puta, S-L-B…” e o Mr começa a interrogar-se o que faz ele ali, no meio da macacada – sem querer ofender os macacos – bichos que de facto têm comportamentos mais civilizados que as claques e vários de adeptos daqueles, azuis e brancos.

    “Não há-de ser nada…” cerca de 45 minutos c-o-p-i-o-s-a-m-e-n-t-e à chuva e lá arranca o pelotão com uma sofreguidão tal, de arrombarem o galinheiro, coisa de outro mundo. Ah, também ia haver um jogo de futebol, mas começa-se a perceber que isso era mero pormenor acessório. De Telheiras, à Santa Capoeira da Luz, muitos repelões e pára-arranca, os adeptos, pois o trânsito esse, todo parado. Cortado, aparecia aqui-alí, nalgumas artérias. «Párava-se nos semáforos verdes, avança-se nos vermelhos», aquele cordão policial parecia uma avozinha a conduzir por um lado, mas um adolescente de 16 anos a esgalhar o pesegueiro com desejo a molho… por outro.

    Os moradores vêm às varandas e janelas, “Vai para dentro, preto do caralho”, “Ó corno, o que queres? saí daqui filho da puta!”, “Traz-me cá é a tua mulher, irmã e mãe, à minha beira, cornudo preto”. Aquilo fazia confusão ao Mister. “Afinal, onde é que aquele gado bovino -com o Mr no meio – viam o preto?” Não descortinava…

    “Que horas são?” “06:45” (PM) – Responde o Mister, parados que estavam todos há mais de meia hora na boca dos torniquetes de entrada do estádio. Nos poleiros do galinheiro apareciam as bestas da outra espécie para o cumprimento do ritual de acasalamento futebolístico.“Amochem cornudos, aí à chuvinha”, eram alguns dos preliminares para o acto de acasalamento, dos mais mimosos, mas carregados de alto teor erótico por parte da espécie fémea, aquela que aguardava  no quentinho dos cobertores do estádio, enquanto os machos, espumavam cá fora. E rebentam altas trocas de prazer nesta fase de esbordejar antes do acto de penetramento, do estádio, leia-se. Órgasmos múltiplos, um verdadeiro bacanal vive-se entre ambas as partes e claques, com a carga policial a segurar a vela, ajeitando os travesseiros, e, excitando ainda mais as espécies entre a descarga excitante de uma ou outra bastonada carregada de sensualidade tal… por aqueles aprazíveis e erectos brinquedos eróticos. “Andem lá com esta merda?!” berra o Mister, “Tirem-me deste filme”, pensa para dentro.

    Talvez uma hora e tal, e 10 litros por centímetro quadrado depois, estavam dentro do estádio, que era de resto o grande receio de MrCosmos, entrar a tempo de não perder pitada desde o inicio do jogo. Jogou-se, jogou-se, jogou-se. Vibrou-se, vibrou-se, vibrou-se. Desesperou-se, desesperou-se, desesperou-se. Espumou-se espumou-se, espumou-se.

    Não se descortina bem o porquê, mas fica-se com a impressão, corrijo, com a certeza, que eram afinal 60 000 os animais irracionais presentes naquele estábulo a meter água no telhado das bancadas, onde uma cadeira dos portistas tinha de dar 3 lugares. Por cima, vários – digamos – muitos, adeptos do clube Senhor Lucílio Baptista – o Calabote do sec. XXI. Uns pauzitos de mini-bandeiras, garrafas, rolhas, isqueiros, moedas e tal, pelo ar. Nada de mais, ou de estranhar..

    No quartel de  Abrantes, tudo como antes, e na capital, tudo normal.

    Atrás do Mr, um caramelo, com penteadinho à chulo, supostamente portista, que mais ainda que aos adversários, preocupava-se era em xingar o Hulk, a mãe do Hulk, o Meireles, a mãe do Meireles, o Guarin, e respectiva progenitora, tudo o que quer que tivesse condições de “dar à Luz”. Escapou-se a irmã do Jesualdo, na dúvida da sua existência. O Mr mordia a língua para se conter e não o mandar saltar a barreira, passando-se assim para o outro grupo de adeptos, mas lá se conteve, a não dar o rejubilo aos mênes do cacete fazerem o gosto ao dedo, e abastonar logo duma asenstada só, a caricata, mas não inédita desavença entre dois adeptos da mesma côr, e que cores! Que sobretudos aqueles cães-de-luta ilegais, espumavam para isso desertos. Também para eles, era o combate do ano.

    22:10 PM. Apito final. Êxtase na Luz, uma despedida de objectos no ar, Aí Jesus! Quais pegas de stwards x Hulk / Sapunaru, quais que(!?) Anda cá que isto tá pior que o tunel da Luz, perderam oportunidade de punirem e irradicarem, por 2/3 anos/mínimo, os bons e melhores adeptos lusitanos originais, autodenominados por Portogueses (apenas estes, que as claques são imunes, e fazem falta ao bom futebol português). E lá surge oportunidade para um ou dois deles, resguardados pelas armaduras, desancarem num inocente sexagenário portista, as cacetadas que aquele frustrado fardado lhe apetecia dar mesmo, mas mesmo mesmo, era na mulher, no entanto nem  por sombras para isso haveria, certamente, tomates (quais?!) e se na capoeira da Luz todos sonham e fantasiam… Policia de choque, o mais astejante traiçoeiro e venenoso dos animais tem a mania que é quase gente e, anda cá, e, Xeio_d_Xono não resiste em demonstrar algum desagrado, ao ver o sexagenário descer 2/3 filas de cadeiras desalmado. O polícia do outro lado atira  beijinhos ao amigo Xonecas e lambe os beiços sensualmente provocando o dragão já de sí pouco adormecido… acaba provando o sabor do gás pimenta. O Bicho – O Eterno Capitão, nas suas calmas e sabedoria – só lhe faltava a braçadeira no braço, carago!! já que a camisola n.º 2 devia tar por baixo do casaco – puxa o ponta-de-lança do bitaite,  MrCosmos, “Embora, antes que sobre para nós”. E eu dei-lhe razão. Bem bastaram os castigos para já indeterminado entre os 6 messes à 2 anos de Hulk e Sapunaru, não ia-mos assim perder mais duas peças fundamentais da bancada e bluegosfera, naquela assentada. Eram baixas à mais, e na Luz,nunca se sabe, nunca se sabe…

     Uma senhora cruza – desalmada de todo,  braços estendidos, guiada, supoe-se, pelo marido, cara toda apimentada olhos vidrados, roxos, deslavados em lágrimas – e atrave-sa o amon-tontoado de 3 500 portistas que ficariam enclausurados entre o interior das bancadas e os portões fechados, por mais de uma hora, a aguardar saída, e encharcados, a aguardar,  uma hipótermia, verificam-se alguns ameaços de tal, os secadores de mao das casa de banho trabalham mais numa hora do que já haviam trabalhado em toda a sua vida, nãopara aquecer mãos, mas pês raços, todo o corpo. Ja cá fora, registam as reportagens de TV em directo, uma adepta quarentona fala para as reportagens Uma vergonha, mais de uma hora, alí fechados, molhados, parados, já a entrarmos em hipotermia!ficou para o REC da estação daquela cidade do mais-maior-grande-que-inté, clube conhecido pela sigla vermelha Senhor Lucílio Baptista – o Calabote do sec. XXI, do mundo.

     

    Nova romaria de regresso ao parque de Telheiras, para as viaturas, com mais do mesmo, urros e grunhos, e S-L-B’s, S-L-B’s. Se estivesse entre seres racionais, tentaria explicar-lhes que as constantes citações ao “Glorioso”, mesmo em campos que ele não está presente como tão Benficó-dependentes que são, só demonstra a pequenez de quem tal profere, e engrandece/envaidece os de vermelho. Mas como estava no meio deles, poupei-me.

    23:50 PM. A puta da romaria de volta ao parque parecia muito mais demorada, molhada, e custosa de fazer que a anterior na ida. E desta feita, não haveria paragens…

    Siga viagem, liga a soufágè!

    02:10 AM. Hora de reconforto ao estomâgo que dava horas desde a hora de almoço…

    à entrada do self-service da área de serviço de Leiria, “Eisssh, Mas ainda estamos na pontinha?! As camisolas vermelhas são mais que as mães…”

    Dois larápios, que haviam sido avistados entre os adeptos e claques portistas ( por sinal, mas fossem benfiquistas, que a merda era toda a mesma) enchem os bolsos com sandes e sumos, e fazem-se à vida, sem mais demoras nem contas… Na longa fila, uns riem-se, outro esfregam os olhos incrédulos se estarão mesmo acordados. Outros dois que igualmente se abastecem, dialogam: “É para pagar?” “Esquece isso, tens via verde, não tens?”

    Beijos e abraços, o Mr fica mesmo por aquelas bandas, os restantes, rumam a norte, mais duas horitas ninguém lhes tiraria do pélo.

    02:55 AM. Pergunta a mulher com voz de sarcasmo abafada pelos cobertores:
    -E que tal, gozas-te?

    -“Apanhei a maior molha da minha vida, mas para ver aquela equipa ao vivo, a cores, e em 4 dimensões, tudo vale a pena…

    -“Pois, que te deêm 8 dias de cama…roga ela.

    Siga a rusga! Para baixo das mantas.
    03:10 AM: Apagou a “Luz”. Enfim.

    PS: O autor do post ainda pensou em descrever aqui como é que foi o verdadeiro jogo jogado, em sí, mas, acham que vale a pena?

    _____
    Simultâneos BiBó PoRtO, carago!! / COSMéTICAS.org

     

  • 12/12/2004 Bi-Campeões do mundo!

     

    Comemoram-se 5 anos. Este desempate por GP, foi o quarto-de-hora de futebol mais longo da minha vida. Foi um estado de nervos que me deixaram de rastos. Acabei a festejar com as lágrimas pela cara abaixo. E foi a partir deste dia, quando o meu filho mais velho me viu naquele estado, que ele próprio despertou para o portismo.

     

    O futebol tem coisas f-a-n-t-á-s-t-i-c-a-s, que guardamos para a vida…

  • Quando o futebol nos tolda a mente

    O Futebol Clube do Porto ganhou goleou ontem o Vitória de Guimarães, numa partida em que foi melhor o resultado que a exibição, mas o que interessa realçar isto agora, perante tal fome de regressar ao lugar cimeiro?

     

    Se o Porto mereceu ganhar? Mereceu! Se mereceu golear? Nem por isso…

    Mas dando uma volta pela blogosfera azul e branca, os adeptos andam esta jornada pelos sete píncaros. Com sorrisos de orelha a orelha. Os mesmos que a semana passada ainda não estavam convencidos.

     

    O futebol é assim, é paixão, e não rima com a razão – costuma dizer-me um amigo, e bem.

    O que ví foi um FCP que tinha merecido bem mais golear na semana passada o autocarro do Rio Ave – com maior justiça – do que perante esta muralha de areia no castelo de Guimarães.

     

    O que ví, foi um jogo mais determinado, aguerrido, e desenvencilhado a uma semana atrás, e que foi por tantos criticado derivado ao sofoco até o final, enquanto que este de ontem foi mais do que elogiado, pudera… que ninguém se sentiu em apuros!

     

    Diferenças? Para além de maior determinação do FCP, na jornada passada não benificiamos de erros flagrantes pelos adversários, nem do beneficio da dúvida pela arbitragem. Pelo contrário, ontem o que nos facilitou a vida foi isso mesmo: não nos deparamos com um bem armado autocarro, e pelo menos um golo (o da tranquilidade por B. Alves) benificiou da dúvida, como mandam as regras.

    Sempre tive uma calma e confiança neste Porto 2009/2010 inabalaveis. Depois da saida de Lucho e Lisandro, sem contar-mos com Varela e Belluschi aptos, havia que dar tempo ao tempo para ver o Porto de sempre em crescente. Este arranque de campeonato, não foi pior que o do ano passado pelo FCP, a diferença está é na concorrencia… e isso assusta muitos.

     

    E o adepto de futebol portuga não tem paciência para tamanhas mariquices.

    O campeonato deste ano tem-me dado um gozo especial de assistir, pois finalmente temos equipas à altura que fazem frente ao Tetra, outrora penta-campeão.

    Finalmente corresmos riscos. Finalmente, há mais candidatos. Finalmente.

    Tudo coisas raras nos últimos 30 anos. Mas o adepto azul e branco, como qualquer adepto tuga, esta-se marimbando. Bonito no futebol, não é ver jogar – é ver ganhar.

    O resto são tremoços e pevides, com uns copos de três pelo meio.

     

     

  • A galinha da vizinha

     

     

    Eu, portista, me confesso: Pois que pequei.

    A dama que me acalenta desde sempre na cama, minha bela dulcineia e de sempre apaixonada, parece-me hoje algo farta, balofa, tolhida de movimentos, sem jeito para as boas noites de outrora. Por sua vez, a vizinha, ah! a vizinha, quando traja aquele seu vestido que tem de tão sensual como de sua cor tem o vermelho, Ah, essa! Com essa sim me perco ultimamente, na minha fome de desejo, que comigo me vejo levado e espreitando pela restea da janela, em pensamentos devassos, gozando, vibrando, excitando, com seus belos e oportunos movimentos, sedutores, traçados indelevelmente por entre as 4 linhas daquele verde relvado.

    E não tenho pejo em dize-lo: a galinha da vizinha, está mais farta que a minha. Lustrosa, bonita, por onde passa deixa um traço indelével, e pouco me importa seu aroma de perfume barato espalhado, pois que ainda assim me excita, me deixa de vergonha rosado.
    Pernas longas esbeltas, na defesa de piropos e tiradas, que me lamentam. Meio campo bem desempenado, curvilíneo, movimentos da esquerda à direita bem desenhados, de bunda arrebitada. À frente, dois belos seios, empinados, também eles entre seus poderosos movimentos esbeltos, cujos mamilos duros espreitam no relevo da blusa, quais mortíferos ponta de lança.

    Mas eís que uma nuvem negra se avista e por alí paira. Afinal a bela vizinha mais não é que um macho! Com estilo másculo, nome divino, chiclete na boca, coisa rasca. E eis que a repulsa agora me atinge, percebo que ali todos chupam, pois que continuem chupando.
    Grito por dentro, acordo, suspiro, eis que foi um sonho ou pesadelo molhado. Ao meu lado a vejo a mesma de sempre, escudeira, fiel, amada, que luta, me dignifica, traja de cores celestiais, que me dá o que eu lhe dou e muito mais. Prometo a mim mesmo que nem em sonhos minha mente tão depresa a atraiçoa, pois que se a galinha da vizinha parece mais farta que a minha, a minha não é a puta da vizinha.

     

  • O trauma de Jesus

    Afinal o gesto que causou tanta polémica se fosse devidamente explicado até que deveria ser considerado bastante sensato… O homem mais não fez do que juntar-se ao coro. Ele bem tenta todos os dias acalmar a euforia benfiquista, lembrando que a morder-lhe os calcanhares tem o verdadeiro (tetra)campeão…

     

  • Se dúvidas houvessem

    Começa-mos com o pé esquerdo. Perdemos!

    E depois? Quantas vezes já nos erguemos?

    Quantas já nos levantamos? Quantas mais ainda perderemos?

    • Só quem nunca estremeceu ao ouvir o timbre daquele hino arrepiante;
    • Só quem nunca chorou desalmado, com um golo de calcanhar, rejubilante!
    • Só quem nunca ficou com o coração cem-a-hora;
    • Só! Quem nunca soube o que é andar-se de cabeça à nora;
    • Perder o dia desconcentrado enquanto a bola não ruma à proa;
    • Só quem vive agarrado ao passado; não sonha; não cria; e nada sua alma povoa…

    …não entende a magnitude de ver os seus, de suas nobres vestes reais trajadas.

     

    Azuis e brancas,erguem a bandeira.

    Em tempos monarquia, agora, sem eira nem beira.

    A esperança polula entre homens dignos e por isso envergam escudo nacional ao peito, invocando. Seu lema: não envorgonhar suas gentes, lutando.

     

    Com um atrevimento conquistador desmesurado dobram cabos das tormentas.

    Temerosos. Mas lutam sem medo.Corajosos.

    Que se lança pelo mar a dentro, por tubarões do velho continente dominado.

    A cada ano, em busca de mais glórias, partem na descoberta, com ímpeto renovado.

     

    Foi por isso que  os próprios mouros antes pré-dominantes se renderam.

    Vitória! Venceram.

    Primeiro conquistaram o mundo, e vede que agora nasce um luso profundo, em qualquer lado . Existirá coisa igual? 

    E conjogou Homem de Mello: "Como não por no Porto uma esperança, se daqui houve nome Portugal?"

    AMO-TE, Porto.

     

    «Die Meister, die Besten, les meilleurs equipes, the champions!»

     

     

    Dedicado à minha fiel mulher de armas, Esperança Vitória, de sua graça.

    Porque há amores assim.

  • E, se um Portista incomoda muita gente…

    Esta semana bebericando o meu café da tarde, apanho esse poluto pasquim que se dá pelo nome de Correio da Manhã, para lhe espreitar a última e única página onde perco algum tempo, o preciso e necessário para acompanhar a bica quente e escaldada, espreitando as breves que aí apresenta e a rubrica Bilhete Postal de Carlos Abreu Amorim. E é nesta breve de quinta-feira passada que me assombra aquela sensação com que se fica de esvaziamento mental por tamanho acerto e concordância total perante o que se acaba de ler ao que, ainda que quiséssemos, o assunto foi tão sucinta e bem apresentado que não temos mais nada a dizer. Sabem como é?

    Dizia CAA:

      "Rui Moreira escreveu um livro sobre o Porto. Como ele próprio assume, “sobre vários Portos“, acerca dos “territórios de geometria variável” que preenchem aquela ideia singular que quer os de fora quer os de dentro chamam Porto, tantas vezes, por razões muito distintas. Rui Moreira conseguiu fazer a simbiose aparentemente impossível entre uma reflexão séria e um irrefreável grito de amor. Nele se percebe que o Porto é, antes de mais, uma forma de ver o País e o Mundo – sempre virada para fora mas obstinadamente fiel às suas raízes. Rui Moreira intuiu que o carácter do Porto é tudo o que importa. É a partir daí que o resto do País se pôde achar a si mesmo. E que a debilidade que o Porto tem exibido é fonte de grande parte do desnorte de que Portugal padece."

    Ora sucede que ainda nesta última semana havia tido naquele mesmo café, uma das poucas discussões futebolisticas a que me dou igualmente ao luxo de tempo perder, que metia ao barulho o mesmo Rui Moreira, e a a atitude ainda recente de Antero Henrique relativamente ao volte face de elogio/ataque ao Benfica, do qual dizia que não sabia ganhar em democracia, e uma corrente de opinião que corre de que estes dois conhecidos portistas se preparavam para marcar terreno por uma disputa do lugar cimeiro da presidência portista, pós pinto da Costa, e no esperar para ver se os portistas se reveriam mais no estilo low-profile de RM ou no aceso e atiçado estilo mais à Pinto da Costa de Antero Henrique.

    Lá me dei ao trabalho de lhe ter que explicar que apesar de me rever mais no estilo da defesa portista à Rui Moreira, politicamente correcto, é naquele arreganho de Antero Henrique que o Porto precisa e portanto, a ter que escolher entre os dois, e não obstante de estar muito mais próximo da linha de pensamento do primeiro, era neste último em quem depositaria o meu voto.

    Tempo perdido! Por muito que lhe tentasse explicar que o êxito do FC Porto estava em ter o homem certo no lugar certo nas últimas décadas, aquele acéfalo benfiquista nada mais via ou ouvia que não fosse a culpa das arbitragens, os roubos ao seu Benfica, as corrupções que viciam o jogo, frutas e cafés com leite, veneração ao Papa Pintinho e blá blá blá…

    Pá, passei-me! Levantei-me da mesa, puxei dos galões de tetra-campeão, e pus na voz o melhor sotaque que conseguia, pois não havia outro remédio para ele compreender senão responder-lhe à moda do norte:

     

      "OuBe lá, meu morcãoé! Tira lá essas palas de cabedal bermelhas que tens à frente dos olhos, e limpa-me esses ouBidos cheios da merda que trazes nessa cabeça, e ouBe Beim o que te boué disere: O futebole, é uma grande filha da putice! E como tale, quero no destino do meué clube a "puta mais belha" de todas. E para bosso azare, não há no futebol "puta mais belha" que o Pinto da Costa. Por isso, ide mas é pró caralho, e deixem de se fazere de Birgens ofendidas."

    E virando costas: