Category: a net e questões do modo de vida

  • Google o terceiro hemisfério do seu cérebro ? …… Google le troisième hémisphère de votre cerveau ?

     

    Sans rire, Serge Brin le co-fundateur de Google présentant mercredi dernier la recherce instanée du site, a declaré : “ Nous voulons que Google devienne le troisième hemisphère de votre cerveau.

    George Orwell nous donne une peinture prophétique d’un monde totalitaire avec son texte 1984, c’est-à-dire le concept de “Big Brother”.

     

    Et je continue à me demander si Google sait-il traduire Fernando Pessoa ?

     

    Source : Libération, 10 de Sept de 2010 | Photo : El País, 4 de Agosto de 2010

    Nuno

     

     

    Sem rir, Sergey Brin,  o co-fundador de Google apresentou, esta quarta-feira , a nova dinámica da pesquisa do site e declarou : ” Queremos que Google se torne o terceiro hemisférico do seu cérebro “.

    George Orwell, pintou e conceptualizou a polícia do pensamento com a sua obra : 1984 . Ou seja, o conceito do “Big Brother”.

    A obra de Orwell pinta um mundo terrível e totalitário.

     

    E eu continuo a perguntar se “Google sabe traduzir Fernando Pessoa?

     

    Fonte : Libération, 10 de Set de 2010. | Foto : El País, 4 de Agosto de 2010.

    Nuno

  • O que te leva a procurar os teus ex ? ………………… Qu’est-ce qui te pousse à chercher tes ex ? …………

     

    Ce phénomène a pris une si grande ampleur que ” Le Time Magazine ” a qualifié ses adeptes de ” rétrosexuels”.

    C’est un phénomène qui semble s’être installé durablement dans les réseaux sociaux de la toile.

     

    Qu’est-ce qui pousse les ” rétrosexuels” à regarder dans le rétroviseur de leur vie ?

    La curiosité ?

    La nostalgie du paradis perdu, c’est-à-dire, le désir de retrouver l’insouciance de la jeunesse?

    Un désir inconscient de prendre sa revanche ?

    Le désir de finir une histoire inachevée ?

    Le désir de faire le bilan de son existence ?

    Ou alors simplement le désir d’échapper à la peur de la mort ?

     

    Sans ou avec internet nous continuons humains.

    Et c’est tant mieux !

     

    Photo : Image du film Broken Flowers de Jim Jarmusch

    Nuno

     

     

    Este fenómeno tomou tal dimensão que o “Time Magazine” qualificou os seus adeptos de “retro sexuais“.

    É um fenómeno que alcançou proporções gigantescas nas redes sociais da internet.

     

    O que leva os “retro sexuais” a olharem para o retrovisor da sua vida ?

    A curiosidade ?

    A saudade do paraíso perdido, ou seja, o desejo de regressar à inconsciência da juventude ?

    Um desejo inconsciente de vingança ?

    O desejo de completar uma estória inacabada ?

    O desejo de tirar o balanço da existência ?

    Ou, talvez, pura e simplesmente, afugentar o medo da morte ?

     

    Internet ou não internet continuamos humanos.

    E tanto melhor !

     

    Foto : Imagem do filme Broken Flowers de Jim Jarmusch

    Nuno

  • Kapersky defende bilhete de identidade virtual ……. Kapersky veut une carte d’identité virtuelle ………….

     

    (Cliquer pour agrandir)

     

     

    Perante a leitura actual da imprensa internacional e não só, pareceu-me interessante citar os propósitos de Eugénio Kaspersky.

    Passo a traduzir a sua entrevista ao diário “Libération” de 4 de Março de 2010, página 27.

    Eis, então a entrevista e a sua introdução :

     

    O homem é jovial e não maneja a língua do politicamente correcto, não hesitando em apontar “os idealistas da net” como lhes chama. O Russo Eugénio Kaspersky tem 44 anos e é perito em segurança informática, sendo fundador do anti-vírus do mesmo nome. Não pára de pôr em guarda contra os perigos duma internet “insuficientemente controlada” que, ele próprio, convida a “despoluir”. Este diplomado em criptografia estudou nos viveiros do KGB e instalou, inicialmente, os locais da sua “start-up moscovita” no mesmo prédio que um laboratório de pesquisa científica sobre os sistemas de vigilância de acompanhamento dos mísseis. Cabeça duma sociedade de 1200 pessoas que revindicta a sua presença no top 100 dos editores de softwares, fornecedor de anti-vírus do “Ministère de l’intèrieur Français”, Eugénio Kaspersky explica ao “Libération” porque batalha para uma melhor segurança das redes. Propósitos livres, “100 % assumidos”, insiste.


     

    Como descreveria a evolução da cibercriminilidade ?

     

    As ameaças não param de crescer. Primeiro, tivemos direito às proezas individuais dos “crakers”. Em seguida, constatamos a emergência de grupos bem especializados, em geral por país e por tipo de actividades. Hoje, por fim, temos que fazer frente a um mercado globalizado que funciona, um pouco, como uma gigantesca bolsa de trocas com clientes desejosos de lançar ciber-ataques e, outros, fornecendo os intrumentos para os levar a cabo e, ainda, outros que se encarregam unicamente da sua execução. Um mundo extremamente fechado e estilhaçado entre aqueles que se chamam “White hat” ( gentis “hackers” ) e “Black Hat” ( cibercriminais ). Francamente, conhecemos mal essas pessoas. Nunca são presas.

     

     

    Mas o que faz a polícia ?

     

    Fora da União Europeia, onde existe uma real colaboração, é muito difícil lutar à escala internacional. Não há nenhum contacto ou quase entre Europeus e Russos : Nada com os Chineses, Latino-Americanos. Ora os cibercriminais brincam com as fronteiras. Resultado, é extremamente raro que possamos ir até à fonte dos comanditários das redes.

     

     

    Para si, a Net ficou incontrolável ?

     

    Pior ! O que é certo é que a protecção dos indivíduos, dos estados e das empresas é muito insuficiente. A maior parte das pessoas não são conscientes de todos os perigos da rede : Fazem-se, naturalmente, confiança nas redes sociais. Mas aconselho-os a não acreditarem en ninguém que não conheçam em carne e em osso, de desconfiar de cada sms, etc.

     

     

    Mas é completamente “parano” !

     

    Aí sim ! Trabalho desde há anos na segurança informática e aprendi que aí a realidade ultrapassava os meus piores cenários paranóicos. Infiltrando 1 % dos computadores do planeta via redes ” fantasmas”, pode-se bloquear todo o sistema, as redes de comunicação eléctricas, os mercados financeiros, os sistemas de defesa, etc. Uma recente simulação de ciber-ataque surpresa contra os Estados-Unidos provou a que ponto estavam mal preparados. Uma minoria pode amanhã bloquear toda a economia mundial que depende, desde já, a 90 % da teia. E não é ciência ficção.

     

     

    Mas o que é preciso fazer então ?

     

    É preciso dar mais poderes àqueles que lutam contra o cibercrime e pôr em lugar um sistema de identificação internacional para cada utilizador da rede. Se um país recusa este alinhamento no âmbito desta nova arquitectura, fica sem conexão.

     

     

    Acabou o anonimato, o direito ao esquecimento ?

     

    Mas ninguém é anónimo na internet, salvo, precisamente, os cibercriminais. Estes sabem como não deixar vestígios. Acabámos por apanhar pessoas sobre o jogo em rede “World of Warcraft” . Só a partir dum pseudónimo. A diferença é que com uma autentificação para cada utilizador além do endereço IP, tornar-se-á complicado para os cibercriminais de ficaram anónimos.

     

     

    O seu internet do futuro é o oposto total do imaginário libertário dos inícios da rede…

     

    E por causa. A rede é hoje frequentada por mil milhões e meio de indivíduos. Na altura, a internet dos pioneiros só dizia respeito a alguns investigadores que trocavam dados entre universidades. Mas também não sou favorável a que cada indivíduo seja controlado a qualquer momento na rede. Se este bilhete de identidade virtual nasce e de maneira global, caso contrário não serve para nada, será de maneira progressiva. Podemos mesmo imaginar que não dirá respeito a todas as actividades. Pessoalmente, é me indiferente que seja ou não pedido nas redes sociais ou twitter.

     

     

    Se o anonimato já não é possível, como vão fazer os opositores Iranianos ou Chineses para ultrapassar a censura e o policiamento nos seus países respectivos ?

     

    Boa pergunta. Mas vou ser franco e muito pouco politicamente correcto. Se a minha segurança está em perigo, se o meu país ou a minha actividade são ameaçadas, é preciso tomar as medidas que se impõem. Mesmo se incomoda essas pessoas que se batem por mais de liberdade. Desolado. Entre uma protecção a 99 % contra os ataques ciberterroristas e o combate por mais de liberdade na China e no Irão, voto pela minha segurança.

     

     

     

     

     

     

  • Facebook: ……………………………………………………. ……Hello, I Love You: Won’t you tell me your name?

     

    Vous connaissez les apéros géants organisés via les réseaux de Facebook.

    Et aussi ses drames.

    On remarquera qu’ internet accusé de favoriser l’isolement des personnes dans un monde virtuel , semble dans ce cas précis être le vecteur de réunions bien en chair et en os.

    Moi , pour m’inviter il faut me contacter par courriel. Je ne suis pas sur Facebook.

     

    Photo : Apéro de Rennes du 25 Mars ( Libération , 14 mai 2010 )

    Musique: The DoorsHello, I Love You

    Nuno

     

     

     

    Eu nunca serei convidado : Faço parte dos 20 % de Franceses que não estão no Facebook.

    Um fenómeno recente que está totalmente a ultrapassar as autoridades Francesas.

    Desde o início do ano , aperitivos gigantes e espontaneos tem sido organizados via a rede do Fecebook.

    A morte dum homem de 21 anos em Nantes , devido ao excesso de álccol , começa a preocupar as autoridades.

    É que os aperitivos se transformam em grandes borracheiras.

    Se a ambiência é calma e convivial , não deixa de ser verdade que o excesso de álcool é um problema de saúde pública.

    Actualmente, o recorde a bater é ultrapassar o número de 19 000 pessoas reunidas. Está previsto para Paris, no dia 23 de Maio.

    Certamente, um desafio às autoridades.

     

    Indo além do sensacionalismo ou do anedótico , não deixa de ser interessante o seguinte :

    Acusou-se a internet de isolar as pessoas . Ora, este fenómeno parece provar o contrário.

    Reuniões gigantescas são organizadas nos centros das cidades.

    Reuniões que são reais e não virtuais.

     

    Foto : Aperitivo de Rennes em 25 de Março ( Libération , 14 / V / 2010 )

    Música: The DoorsHello, I Love You

    Nuno

  • A net e questões do modo de vida: cap 6

    Vi no blog do JB, e não resisti… ainda me estou a rir, apesar de que na moral da história possa haver algo com pouca, ou graça nenhuma. Apreciem:

     

    PC Jerónimo da Silva

  • A net e as questões do modo de vida: Cap. 5 ……… Le net et les questions du mode de vie : Chap 5 …..

     

    Les CDD«

    Libé du 14 avril de cette année consacre deux pages ( p. 30-31 ) au travail précaire au Portugal.

     

    Les ” Recibos Verdes ” ( sorte de CDD ) ont été mis en place en 1980. Lorsque nous consultons Wikipédia , il est intéressant de remarquer que la version Portugaise , contrairement à la version Française , ne comporte aucune mention concernant la date de la création de ces fameux “recibos verdes ” . Et pour cause … Il suffit de chercher qui était à la tête des affaires de l’ état Portugais en 1980.

    Les ” Recibos Verdes ” est une mesure créé en 1980 pour satisfaire les professions libérales ( avocats , médecins , etc. ) .

    L’article cite aussi Cristina de Andrade qui vit à Porto et qui a fondé le blog Ferve qui dénonce le travail précaire.

     

    Je pense que si l’article concernait la morphologie des papillons , il n’ y aurait pas de différence de contenu.

    Sources : Texte : Libé , op. cit / Photo : “Manière e Voir ” , nº 109 ” , p. 49

    Nuno

     

     

    Os Recibos Verdes«

     

    O diário Francês ” Libération ” de 14 de Abril do ano em curso dedica um estudo de duas páginas ao trabalho precário em Portugal. Este parece decorrer do emprego e da generalização dos ” Recibos verdes “.

    O jornalista François Musseau escreve ( p. 31 ) que os ” Recibos Verdes ” foram criados para agradar às profissões liberais (médicos , advogados …) em 1980 . Desde então , os ” Recibos Verdes ” instalaram a precariedade de emprego .

     

    Quando li o artigo fiquei intrigado com a data. Em 1980 ? Há 30 anos ?

    Fui consultar a Wikipédia e deparei-me com duas versões distintas. A versão Francesa cita a data de criação desta medida e aspectos técnicos (imposição fiscal , etc) . Já a versão Portuguesa não alude à data de criação , mas cita aspectos técnicos .

    O artigo cita também a portuense Cristina de Andrade criadora do blog Ferve que denuncia o trabalho precário .

    Não deixa de ser curioso a omissão da Wikipédia Portuguesa sobre a data de criação dos ” Recibos Verdes “. Quem estava no poder em 1980?

     

    Em contrapartida , tenho a certeza duma coisa : Se o assunto fosse a morfologia das borboletas , não haveria diferença de conteúdo.

    Fontes : Texto ” Libération ” , op. cit / Foto : ” Manière de Voir , nº 109 ” , p. 49

    Nuno

  • A net e questões do modo de vida: Cap 4 …………… Le net et les questions du mode de vie : Chap 4 …..

     

    Facebook is watching you«

    La multiplication des techniques de surveillance implique une vigilance accrue de la part des citoyens . Mais le dévoilement volontaire d’informations les concernant par les membres de Facebook peut-il être comparé en tout point à la collecte de données par les pouvoirs publics ou les sociétés commerciales ? L’ énorme succès des réseaux sociaux oblige à reformuler les termes du débat sur la protection de la vie privée.

     

    Sources:

    Texte : Miyase Christensen , Professeure à l ‘Université de Karlstad ( Suède )

    Photo : Couverture de la Bd ” La Cité de l ‘ Arche ” de Boiscommun , publiée ce mois d ‘avril de 2010 .

    Nuno

    Facebook is watching you«

     

    A multiplicação das técnicas de vigilância implica uma vigilância acrescida por parte dos cidadãos . Mas o desvendar voluntário de informações que lhes dizem respeito pelos membros de Facebook pode ser comparado , em todos os aspectos , a uma recolha de dados pelo poderes públicos ou as sociedades comerciais ? O enorme sucesso das redes sociais obriga a reformular os termos do debate acerca da protecção da vida privada.

     

    Fontes

    Texto : Miyase Christensen , Professora da Universidade de Karlstad ( Suécia )

    Foto : Capa da Bd ” La Cité de l’ Arche ” de Boiscommun , publicada em Abril do ano em curso.

    Nuno

    Facebook is watching you:
  • A net e as questões do modo de vida: Cap. 3 ………. Le net et les questions du mode de vie: Chap 3 ……

     

    Deux élèments de poids à ne pas oublier lorsqu’on vante les effets miraculeux d’ Internet sur le pluralisme et la qualité d’information . Les usages éclairés du réseaux sont l’apanage des classes favorisées.

     

    Eric Klinenberg , professeur à la New York University ,  "The Battle to Control America’s Media" .

    Nuno

     

     

     

    Existem dois elementos de peso que não devem ser esquecidos quando se gabam os efeitos milagrosos de Internet sobre o pluralismo e a qualidade de informação.  A utilização esclarecida da rede é o apanágio das classes favorecidas.

     

    Eric Klinenberg , professor na New York University , "The Battle to Control America’s Media".

    Nuno

  • A net e questões do modo de vida: Cap 2 …………… La net et les questions du mode de vie: Chap 2 ……

     

     

    C’est en s’appuyant sur la devise de la République Française , Liberté , Egalité, Fraternité , que Richard Stallman aime à présenter les logiciels libres. Car, en anglais , l’expression free software est ambigue , free signifie aussi bien " libre" que "gratuit".

     

    Or c’est bien de liberté qu’il est question dans le combat de l’informaticien. D’un certain point de vue, la vision de Stallman d’une informatique coopérative et associative ( malgré ses détracteurs ) s’incarne aujord’hui dans Wikipédia dont les contours il avait dessiné dès 1999.

     

    Source : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , Fev-Mars , 2010 , p.54

    Nuno

     

     

    Richard Stallman gosta apoiar-se na divisa da República Francesa , Liberdade, Igualdade, Fraternidade , para apresentar os seus softwares livres. É que, em Inglês, a expressão free software é ambígua. Com efeito, free significa , em Inglês,  "livre" ou "gratuito".

     

    Ora é de liberdade de que se trata no combate deste informático. Duma certa maneira, a visão de Stallman duma informática cooperativa e participativa está hoje presente na Wikipédia ( apesar de haver cada vez mais detractores dessa ideia ) e cujos contornos tinha desenhado em 1999.

     

    Fonte : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ),  Fev -Mar , 2010 ,  p. 54 

    Nuno

  • A net e questões do modo de vida: cap.1 ……………. Le net et les questions du mode de vie: chap.1 …….

     

    Google va se retrouver en position de monopole. Un monopole d’un nouveau genre, exercé non pas sur l’acier ou sur les bananes, mais sur l’accès à l’information.

    Est-ce la fin du rêve de " l’ Encyclopédie des Lumières" ?

    La victoire des intérêts privés sur l’intérêt public ?

      

    Source : Robert Darnton : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp. 10-13 , fev-mars 2010.

     Nuno

     

     

     

    A excelente revista  "Manière de voir " do mês de Fevereiro e Março, do ano em curso, apresenta uma reflexão pensada e argumentada a propósito do lugar que a internet ocupa nas nossas sociedades.

    Como não se trata, neste espaço, de traduzir , integralmente, a referida publicação, decidi mostrar os aspectos que mais me questionam.

     

    Google vai ficar em posição de monopólio. Um monopólio inédito que não se exerce sobre o aço ou as bananas , mas quanto ao direito à informação.

    É o fim do sonho da Enciclopédia "des Lumières " ?

    A vitória dos interesses privados sobre o interesse público ?

      

    Fonte : Robert Darnton :  Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp.10-13 , fev-março 2010.

     

    Nuno