Category: teatro

  • Habemus Papam: Poder e Liberdade? ……………….. Habemus Papam: Pouvoir et Liberté? …………………

     

    Michel Piccoli qui a tourné avec de grands réalisateurs ( Buñuel, Ferreri, Godard, Oliveira, Varda… ) incarne de façon fabuleuse le Cardinal de Melville, le film événement (de Nanni Moretti) de cette rentrée.

    Le Cardinal de Melville ne semble pas vouloir être Pape. Ce n’est pas une révolte contre la Papauté ou les systèmes financiers… C’est une crise intime… Mais aussi intime soit elle, elle questionne le poids de la responsabilité collective et individuelle.

     

    Dans le long entretien que Michel Piccoli à accordé à Télérama, il me semble que ces propos qui suivent peuvent nous autoriser à mieux comprendre l’histoire du cinéma (et du thêàtre): ” Aujourd’hui toutes les filles veulent faire du cinéma ou du théâtre. Avant, dans les familles aisées comme modestes, c’était une honte, presque de la prostituition. Maintenant, c’est valorisant… 

     

    Ce post peut être lu comme la suite de Le Pape Terrible

    Source citée: Télérama, nº 3215, août 2011, p.11 /  Photo: Affiche du film

    Nuno

     

     

    O filme de Nanni Moretti é um acontecimento cinamatográfico invulgar.

    Ele põe em cena o Cardinal Melville que não quer ser Papa.

    Não quero, com isto, escrever que o Cardinal de Melville fosse contra o Papado, o capitalismo… Ele queria era ser livre. Daí o seu silêncio e o enorme grito que rasga o silêncio.

     

    Tem encontro com a História, mas fica sentado enquanto a multidão o espera vê-lo no balcão, na Praça São Pedro, em Roma.

    A noção de responsabilidade colectiva e pessoal é questionada pelo filme.

    O Cardinal de Melville é, fantasticamente, incarnado por Michel Piccoli.

    Michel Piccoli deu uma grande entrevista à revista Télérama. Passo a traduzir as palavras, deste grande actor, que me parecem pôr em relevo a evolução do cinema (mas também do teatro) no seio das nossas sociedades ocidentais.

     

    Leia-se:

    A sua carreira dá uma impressão de liberdade, de diversidade, mas também de fidelidade: A Ferreri, Buñuel, Varda, Sautet, Godard, Oliveira…

     

    O que sempre me interessou na minha profissão foi de viajar, de poder fazer tudo e ainda mais. Estando sempre atento às pessoas que pediam para trabalhar comigo. Tive a sorte de ter sido escolhido por pessoas excepcionais e duma grande elegância. Foram encontros e relações apaixonantes… Nunca calculei para atingir o cume. O que é o cume? Se queremos guardar prazer para exercer esta profissão, é preciso estarmos disponíveis, egoistamente, para as coisas mais enriquecedoras. Para si mesmo. Mesmo se tenho a pretensão de pensar que fiz muitas coisas que eram enriquecedoras para o público. Mas a profissão de actor é cada vez mais “dificultuoso” (“difficultueux” no texto Francês). Insisto nesta palavra. Hoje todas as moças querem seguir cursos de cinema ou de teatro. Antes, nas famílias abastadas como modestas era uma vergonha, era quase prostituição. Hoje é valorizante…

     

    Este post pode ser lido como a continuação de O Papa Terrível

    Fonte citada: Télerama, nº 3215, Agosto 2011, p.11 /Foto: Cartaz do filme.

    Nuno

  • Esta noite só estou para o António… …………………. Ce soir je n’y suis que pour António… ………………..

     

    Pendant six mois la MC93 va recevoir en résidence António Lobo Antunes.

    C’est sans doute un plus pour la Lusophonie.

    Toutefois, malgré tout, il est questionnant de voir le silence qui entoure l’oeuvre qui a fait connaître Lobo Antunes : Le Cul de Judas

    Le Cul de Judas est un texte qui a trait à tous les pays qui ont connu des guerres coloniales. Est-ce cela qui dérange ?

     

    “…je haissais, Sofia, ceux qui nous mentaient et nous opprimmaient, nous humiliaient et nous tuaient en Angola, les messieurs sérieux et dignes qui de Lisbonne, nous poignardaient en Angola, les politiciens, les magistrats, les policiers, les indics, les évêques, ceux qui aux sons d’hymnes et de discours nous poussaient vers les navires de la guerre et nous envoyaient en Afrique, nous envoyaient mourrir en Afrique, et tissaient autour de nous de sinistres mélopées de vampires.”

    (Extrait du livre Le Cul de Judas)

     

    Nuno

     

     

    Durante seis meses a MC93 de Bobigny vai acolher uma parte da obra de António Lobo Antunes em residência.

    Tal encenação e programação é algo inédito no que toca à cultura Portuguesa em França.

    No que diz respeito à divulgação da obra de Lobo Antunes, não deixa de ser questionante que se tenha esquecido o livro que lhe deu uma dimensão internacional.

    Os Cus de Judas, talvez por dizer respeito a países que conheceram guerras coloniais, ficou nas brumas da memória. Ou talvez que essa mesma memória ainda não seja bruma e que, por essa razão, se tente apagar o que ainda hoje continua válido :

     

    “…eu odiava, Sofia, os que nos mentiam e nos oprimiam, nos humilhavam e nos matavam em Angola, os senhores sérios e dignos que de Lisboa nos apunhalavam em Angola, os políticos, os magistrados, os polícias, os bufos, os bispos, os que ao som de hinos e discursos nos enxotavam para os navios da guerra e nos mandavam para África, nos mandavam morrer em África e teciam à nossa volta melopeias sinistras de vampiros.

    (Extracto da obra Os Cus de Judas)

     

    Nuno

  • António Feio 1954-2010

     

    A mensagem deixada por António Feio a propósito do filme “Contraluz” (de Fernando Fragata) recentemente estreado.

     

  • gOSTO dE tI pORQUE gOSTO! (rEMAKE)

    Depois de hoje ter apanhado um cagaço à moda antiga, perante o tema e imagens que saltam a primeira vista no blogue d’ O Homem Que Sabia Demasiado, eis que retomo esta rubrica "lamecha" que nasceu no gERAÇÃO rASCA, e que por lá interrompi sem dar "fio-pavio" à ninguém – luxos a que um blogger se dá quando com determinado traquejo que se adquire da coisa – pois sabe-se que mais dia menos dia, retoma-mos aquela conversa que ficou a meio.

     

    E para além do já citado O Homem Que Sabia Demasiado, há blogues que já lá no gERAÇÃO citava, e outros que depois descobri, que basta dizer que gosto, porque sim… ide ver com os vossos próprios olhos: Café Margoso, Bitaites, Juramento sem bandeira , A vida é uma peça de teatro , Novo Benfica , Reflexão Portista , e quando me der na telha, apresento mais.

     

    Boas leituras!