Category: os conselhos que te dou
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O que mais gozo me dá hoje na vida?
Estar com o meu Balão de Aguardente Velha sentado no sofá. Acender o cigarro e assistir, alí, bem na minha frente. E Ver o desenrolar da(s) vida(s) à volta.E vejo, teatros, dramas e comédias. Por vezes óperas líricas me parecem até, e onde fazem questão de me incluir.E que sem precisar de mexer uma palha para acontecer, mesmo com o seu desenrolar a entardecer, perceber que a Lei do Retorno funciona e o que com isso aquela pessoa. teve a ganhar ou a perder. Com o fim dumas peças me rirei, com outras talvez chorarei. São os filmes da vida que passam pelo meu sofá, que mora na Rua da Alegria. -
Simples Assim

Nunca te deites chateado, nem que adies mais um pouco. Não leves frustrações do dia, para a porta dos teus sonhos. Não abras o guarda-chuvas a quem não se molha por ti, não esboces um sorriso a quem nunca se ri. Não sejas escravo de nada, nem sequer escravo de ti, e se o tempo tudo curasse para quê tudo o que li? Não procures respostas num copo, muito menos no fundo da garrafa, que é meio caminho andado, para o caminho da desgraça. Procura as respostas à volta, à volta das coisas simples e belas, como na gargalhada de uma criança ou a roupa estendida à janela. E percebe como são livres, liberdade que achas que perdeste, e percebe que a liberdade que procuras, sempre foi tua pois com ela nasceste. Abre os olhos e sorri com as coisas simples da vida, porque há milhões de motivos, para a tua vida ser vivida.
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Terapias provincianas para o trânsito de Lisboa
Aqui vão umas dicas terapeuticas caseiras tipo “mezinhas d’avó” que a gente tanto gosta na aldeia, porque:
1. Se chegas-te a Lisboa tens de ter noção de que ‘aqui é Portugal e o resto é paisagem’.
2. Provinciano: nunca esqueças as tuas origens pois nas mesmas descobrirás segredos terapêuticos que nem a tua gaja sabia que tinhas dentro dessa braguilha.
3. Se ouves buzinar no transito -sim esse ruído mesmo que te tira do sério a cada 3 minutos- manda-os para um sítio qualquer. Provinciano que se preze nem tem papas na língua, nem se exprime com eufumismos (i.e. adjetivo masculino plural; ‘rodriguinhos’ em lx) pois que essas são daquelas palavras de sete e quinhentos.
4. A partir da terceira buzinadela que ouvires, e que mesmo não tendo certeza, assumes como tendo sido para ti, já podes manda-los pr’ó caralho, mas com estilo: acrescenta “morcão” se és do Porto, “vacão” se és de Leiria, ou outro qualquer’ão da tua provincia, que é tão rica nestas terapias.
5. Buzinas, buzinas, e mais buzinas…. sejam 4 da tarde ou 4 da manhã. Os alfacinhas são – tirando os do Belenenses assim mais armados ao pingarelho porque vivem ao lado do Palácio de São Bento – conas todos os dias. Comodistas por natureza. Assim da-lhes portanto o desconto terapêutico de quem tem um QI abaixo dos 69. É que nunca leram as leis de trânsito sobre a obrigação de substituir as buzinas por sinais de luzes apenas que anoiteça, ou as civis da República Portuguesa no que estabelece sobre horário limite de ruído público.
6. Em Lisboa conduz sempre de vidro aberto. Faça chuva ou faça sol. És da província, canudo! E vais precisar dele. Para fumar aquele cigarro terapêutico que te restabelece os índices de raciocínio, confiança e calma santa, tantas vezes necessárias para pores a mão de fora e lançares aquele pirete a que só os provincianos se dão ao trabalho. Aquele torcer de dedos bem desenhado. Porque a arte de um pirete aprende-se na provincia. É de coragem e feito com os colhões no sítio, tipo: os dedos indicador e anelar simetricamente enrolados paralelamente ao “pai de todos” bem centrado e esticado.
7. quando regressares à província, esquece lá essa moda urbana de que as rotundas são o prolongamento por natureza das várias vias que se lhe confluem, blá,blá… ide más é ler o que do uso da buzina a lei diz. Portanto, deixa-te de merdas e de entrar nas rotundas da aldeia depois, sempre a acelerar. Mesmo sem sinais de stop, as rotundas na província tem um código de conduta próprio para se respeitar.
8. Os piretes são uma arte, já disse. Não os esbanjes. Tinhas nada que ensaiar assim à sucapa – umas linhas aqui acima, que eu bem ví – se és ou não artista de enrolar os dedos simétricamente. Guarda esses ensaios para quando no trânsito, e a ver vamos se com estas terapias não te comportas lindamente no meio do barulho.
