Category: fcp

  • O Melão de T3LL0

     

    Pelo sim pelo não, porque já me arrempendi de não o ter feito na altura de se terem averbado no dragão outros 5-0 noutro clássico, ou porque nas redes sociais (culpadas da suspensão de assuntos neste blog) os temas são tão efémeros e voláteis, deposito neste obituário o pensamento de ontem pelo pê de T3LL0. E desafio o Nuno PortoMaravilha a fazer o mesmo.

     

     

    T3ll0.jpg

     

    É pá, isto não se faz!
    Faltam ainda 10 minutos para acabar o jogo mas tenho de solicitar desde já o livro de reclamações aos senhores do Dragão.
    Então a malta compra bilhete para assistir àquilo que se espera ser um grande clássico de futebol e apresentam-nos em palco um Bailinho da Madeira?!

    Não vale!
    Ao menos digam ao Jackson onde estamos, que em portugal tal dança não tem passo doble… ao quaresma que se deixe de invenções porque esta não é uma coreografia cigana, é da terra do amigo Ronaldo portanto não vale trocar o passo ao adversário, não vale… e ao Lopetegui que não estamos no País Basco nem na tropa, pois que o Bruno de Carvalho não é propriamente dirigente da ETA nem era preciso acertar-lhe o passo… é que sinceramente… assim não há condições!

    Paulo Jerónimo

  • Benfica: Orgulhosamente só no Cosmos?

     

     

     Clicar nas imagens para ampliar

     

    A imprensa Francesa ganhou mais um título neste mês de Abril: So Foot-Junior. O lançamento desta publicação, protagonizado pela prestigiada revista So Foot, foi salientado pelos mídia. É, após So Film e So Film-España, o último capítulo publicado, mas certamente não o derradeiro, duma aventura editorial que começou com quatrocentos euros.

    A revista, como o deixa entrever o seu nome, é destinada, sobretudo, a jovens e adolescentes. Contudo, certas “más línguas”, dizem que vai ser confiscada pelos pais e adultos. Este primeiro número apresenta um dossier central dedicado a Cristiano Ronaldo que tem, por essa razão, as honras da capa.

     

    Outro caderno interessante é aquele que, resumindo a história recente do futebol, aponta várias definições e escolhas do clube ideal. O único clube Português a ser citado é o FC Porto e relativamente aos itens aqui apresentados. 

    E quem acredita que o Benfica é o clube com mais sócios no mundo pensa que o Sol anda à volta da Terra.

    Fonte: So Foot-junior, mai 2014, pp. 48-49

     

    Nuno

  • Porto; Ponte, Vida – 2 : P. Futre & Luta de Classes

     

     

    Para festejar o seu décimo aniversário, a revista So Foot, nascida com um capital de 450 euros, apresenta 198 páginas de entrevistas “orgásticas” com jogadores que marcaram e pontuam a história do futebol moderno. 

    Dado a conhecer, graças ao FC Porto, com a conquista da Liga dos Campeões Europeus em 1987, Paulo Futre é o único jogador Português presente no conjunto de entrevistados, destacando-se, assim, com Platini, Zidane, Ronaldinho, Hagi…

     

    Após a consagração da Liga dos Campeões Europeus, Paulo Futre é transferido para o Atlético de Madrid por 400 milhões de pesetas (2,2 milhões de euros). A segunda maior transferência de sempre para aquela época. E esta transferência desagua, com o tempo, em outras. E, no âmbito da sua carreira, Paulo Futre, conhecerá Berlusconi e Bernard Tapie homens que, ainda hoje, são actores da actualidade internacional. 

    Nascido em 1966, numa família operária de Montijo, Paulo Futre, depressa toma consciência da sua condição social e define-se como anti-burguês. O seu primeiro salário é destinado a comprar um gira-discos e para ouvir a música de Queen e, se a história se repetisse, tornaria a fazer greve, como jogador, aquando a Copa do Mundo de 1986. 

     

    Poder-se-ia continuar a descrever a entrevista com Paulo Futre e, no fundo, poder-se-ia pensar que este depoimento não aponta nada de novo se não existissem estas palavras do mesmo Paulo Futre:

     

    … (eu) não compreendia nada, não compreendia que se ganhássemos a final (LdC) todo o povo do Porto, ricos e pobres, ficaria feliz. E se perdêssemos todos chorariam. Porque só no Porto é que é assim.”

     

    Haverá melhor do que estas palavras para definir uma nação? 

    O Porto é uma nação!

    Fonte: So Foot – 10 ans – n°108 – pp.180-184

    Nuno

  • Porto; Ponte, Vida – 1

     

     

    Em seis de Agosto de 1968, Miguel Torga, visitou Vilarinho das Furnas, no Gerês, véspera do dia em que esta Aldeia foi inundada. Como outras comunidades comunitárias foi escolhida consciente e politicamente pelos Serviços Florestais dependentes do governo fascista. Os sectores geográficos correspondentes à construção das barragens foram determinados, essencialmente, por razões ideológicas. Era necessário desenhar uma unidade que nunca existiu. Aceitar que “para lá do Marão mandam os que lá estão” não era compatível com o conceito de centralismo.

     

    A diversidade de inúmeras “minha terra = meu país” não é incoerente com uma vivência de 8 séculos no âmbito da mesma fronteira administrativa e nacional. Miguel Torga como Fernão Magalhães é Transmontano. Se Miguel Torga, prémio Internacional de Poesia em 1972, é um ilustre desconhecido em Portugal, Fernão Magalhães, o maior navegador Português, não figura no monumento realizado em honra dos descobrimentos.

     

    Não se trata, nesta nova rubrica, de construir novas teorias ou ideias. Sim de disponibilizar documentos sobre a cidade do Porto e a sua história que o centralismo lisboeta procura apagar ou normalizar na memória colectiva dos Portugueses.

     

    Na foto, tirada em 1963/4, aparece a seleção de andebol da cidade do Porto. Esta seleção reunia jogadores de vários clubes da cidade Invicta e participava em torneios na Galiza. O quadro da foto é o campo de andebol do antigo complexo desportivo do FC Porto, situado na Rua da Constituição. Este complexo, guardando-se a fachada, foi totalmente renovado. 

     

    Fontes: Miguel Torga, En franchise intérieure, ed. Aubier Montaigne, Paris 1982, p.347 | O Título é tirado do nome duma novela, em honra do Porto, do escritor Brasileiro Moacyr Scliar | A foto é minha

    Nuno

  • So Foot, So Porto…

     

     

    A edição de Fevereiro da já lendária revista “So Foot” dedica um dossier de várias páginas ao melhor numero 9 da atualidade.

    A exposição abre com a fotografia aqui presente. Uma fotografia que evita mil discursos. Não é necessário citar que entre Benfica, Saragossa e  Porto, o realismo ditava ser este o melhor clube para o futuro de Falcão.

    E Falcão vestiu a camisola n°9. E não a mais deixou.

    Esta mesma edição apresenta, igualmente, um dossier – entrevista com Lucho. El Comandante diz que o Porto é um clube voltado para o futuro.

    Mas já são muitas páginas e, assim, fico por aqui porque senão é cousa para não se crer. 

     

    Nuno

    obs: So Foot, Fev 2013, pp. 26-39

  • Dois €uros por um Gol€…

     

    A excelente revista mensal So Foot dedica, no número deste mês de Junho, um artigo aos jogadores naturalizados que jogaram ou jogam pela selecção do país de acolho. E estabelece uma classificação que engloba 25 jogadores.

    A naturalização não é um fenómeno novo no mundo do futebol. Basta lembrar Di Stefano e Ferenc Puskas que, uma vez naturalizados, jogaram pela Espanha. Existe ainda, quanto à Espanha, o exemplo de Marcos Senna, nascido no Brasil. Jogador que ajudou a “selecion” a conquistar um titulo maior em 2008. O que não acontecia desde 1964.  

     

    O topo da classificação é encabeçado pelo “naturalizado” Deco. A chamada do maestro do FC Porto à “selecção” aparece como a mais controversa devido às declarações na altura de Figo: “Isso prejudica o espírito de equipa. Se nasceu na China, muito bem, joga pela China“. E, uma vez Figo citado podemos ler, ironicamente: Se Deco tem os olhos em amêndoa é porque tem sangue Japonês e não Chinês.

     

    O que terá levado Figo a tais declarações? Não era ele um jogador habituado ao cosmopolitismo? Não conhecia ele a historia de Di Stefano e Puskas? As palavras de Figo espelham uma sociedade Portuguesa que é racista? Uma sociedade que esqueceu que é fruto duma enorme mistura? Pode ser racista uma sociedade em que qualquer família tem, no mínimo, um familiar que é e/imigrante?

    Porque e quem tanto incomodava o “maitre à penser de Porto“? Por ser do FC Porto? Por ter sido descoberto pelo FC Porto? Por não incarnar nem o centralismo lisboeta nem a ruralidade Portuguesa?

     

    A politica sempre esteve, embora em graus diversos, presente no mundo do futebol. Há quem compare a Ucrânia de hoje à Argentina de Videla. 

    Dezasseis selecções e trinta e um jogos. Até 2 de Julho haverá dois Euros: Um dirá respeito ao futebol; Outro à moeda e à economia. Os governos em dificuldade apostam no Euro para fazerem ilusão ou diversão. Já o governo Francês não terá representantes oficiais na Ucrânia.

    Explicitas são também as palavras do capitão Alemão, Phillipp Lahm: “A minha posição sobre os direitos fundamentais, direitos humanos, liberdade de expressão ou de imprensa não correspondem à situação actual da Ucrânia.” Quando o primeiro ministro Espanhol pede ao seleccionador Espanhol para ganhar o Europeu, para dar alegria ao Espanhóis, Del Bosque responde-lhe com sabedoria e razão: “… a possivel vitoria no Euro não é a solução para os problemas do país.(Libé, p.4 / 6 jun) 

      

    E se tudo ainda não estivesse podre? 

      

    Fontes: So Foot, n°97 ; Libération, 6 Juin 2012

    Nuno

  • Em Abril Dragões mil ! …………………………………….. ………………………….. En Avril le Dragon fait son lit !

     

    Pendant quarante huit ans le Portugal a vécu sous un régime fasciste.

    C’était un pays qui vivait isolé et replié sur lui même.

    Le taux de la mortalité infantile était l’un des plus élevés au monde malgré la richesse des colonies. 

    Sur le plan sportif le foot était roi. Mais seuls les clubs de la capitale étaient champions. 

    Comme dans l’Espagne Franquiste ou l’Italie de Mussolini.

     

    La Révolution des Oeillets (25 avril 1974) a donné la liberté au peuple portugais.

     

    Ce n’est qu’après la chute du fascisme que le FC Porto peut exprimer son génie.

    Il devient l’un des meilleurs clubs du monde grâce à ses titres.

    Il est aussi le premier à offrir une Coupe d’ Europe à un joueur africain (Madjer).

    Le document ci-joint nous semble dévoiler cela.

     

    Source: República, 18 Mar 1974

    Nuno

     

    .

    Clicar para ampliar / Cliquez pour agrandir

     

    Em 25 de Abril de 1974 é derrubado um dos sistemas fascistas mais longos da história Europeia.

    Quando é anunciada o início da Revolução dos Cravos, nenhum média Francês tinha um correspondente permanente em Lisboa.

    Pior que isso: Nenhum média internacional estava em condições de retratar os acontecimentos Lusos.

    Portugal fazia parte do que se chama “zonas cinzentas do planeta”. Não existia… 

    Para os jornalistas estrangeiros, a imprensa estava demasiada comprometida para ser fiável.

     

    No que toca ao desporto, o futebol era a modalidade posta em relevo.

    Durante cinquenta anos, os clubes de Lisboa são campeões.

    O que é curioso!? Os dados falam só por si!

    Tal como na Espanha Franquista os clubes da capital são campeões.

    Só após a queda do fascismo foi possível ver o FC Porto, clube popular do Porto, ser campeão nacional.

    Um clube que se tornou famoso graças aos seus títulos europeus e mundiais.

    É também o primeiro a ter proporcionado a um jogador Africano (Madjer) ser campeão Europeu.

     

    A peça aqui apresentada parece elucidar o que foi exposto. 

    Sporting e Porto estão separados por dois pontos no topo da tabela.

    Um jogo que se realizou uma semana antes do 25 de Abril.

     

    Fonte: República, 18 Mar 1974 

    Nuno

  • Há coisas fodidas. O futebol é uma delas…

     

    Para quem gosta de futebol, e prima por alguma honestidade, seja lá a que nível for, não podia deixar de sentir uma certa injustiça no desenrolar do jogo em que o SL Benfica já merecia  estar a ganhar a eliminatória há muito tempo, ainda para mais perante os milagres que Jesus teve de inventar inevitávelmente na defesa lusa para Standford Bridge, ou se quiserem, também pelo demérito flagrante demonstrado pelo Chelsea.

    Mesmo um portista, como eu, ainda recalcado por sentimentos não muito distantes relacionados com os fortes ataques à imagem e honorabilidade do melhor clube do mundo Sec.XXI , o FCP, engendrados e sustentados basicamente pelo SLB assim mesmo, numa  atitude pequenina e sempre em bico-de-pés,  até mesmo este portista acabou por festejar o golo de Javi Garcia, e pronto, a partir daquele momento, passa também a torcer para que realmente aqueles lampiões passassem às meias-finais da Champions. Pois que o mereciam mais que o Chelsea, justiça fosse feita.

    E okay, também são Portugueses, mesmo que não ponham nenhum jogador luso a jogar em campo… O que nos leva ao outro lado da questão: o momento da estocada final na eliminatória ser concretizado pelo jogador, de entre todos, o mais vaiado, Raul Meireles!

     

    Um golpe a sangue frio, matador, assassino de qualquer expetativa, e que faz uma justiça ainda maior do que aquela que até ali estava a ser posta em causa, mesmo pelas bancadas benfiquistas que aclamavam pelo ex-aliado Michel Platini.

    “Justiça divina”, diria o provinciano Presidente…

    “Tomem lá que é para aprenderem”, disse eu, “a não assobiarem os únicos Portugueses que alinham no onze de uma equipa de futebol, e que por acaso estavam todos na equipa estrangeira, não na portuguesa, só porque um dia foram jogadores do grande rival… FCP”.

     

    A mediocridade tem limites, e já agora, para que conste de memória futura 🙂 o que por estes dias foi bastante badalado na imprensa: “O Benfica foi a única das quatro equipas em Jogo na Champion League que ontem (27/03/2012) entraram em campo que não apresentou qualquer português no onze inicial. No Chelsea estavam Raul Meireles e Paulo Ferreira (entrou mais tarde, para gaudio dos assobiadores, José Bosingwa); pelo APOEL atuaram Nuno Morais, Hélio Pinto e Paulo Jorge; no Real Madrid pontificaram Cristiano Ronaldo, Fábio Coentrão e Pepe.” 

     

     

    Ao Benfica, falta-lhe cultura de campeão. Perdeu-a há muito. E por muito que Luis Filipe Vieira ande a papagueala, que já a recuperaram, a analise fria e crua da ultima década ou das ultimas épocas do SLB continua a demonstrar que não, não é para quem quer: é para quem pode!

    Paulo Jerónimo
  • Pinto Da Costa: Formas Simples ………………………. Pinto Da Costa: Formes Simples ……………………….

     

     cliquez sur l’images pour agrandir / clicar sobre as imagens para aumentar


    A revista So Foot deste mês de Fevereiro de 2012 apresenta um dossier fora de série a propósito daquele que foi e é o mais carismático futebolista de todos os tempos: Sócrates. São 16 páginas sensacionais.

    E é neste mesmo número que a So Foot se questiona para saber se o presidente do FC Porto não é o melhor presidente de clube do mundo.

    A apresentação é feita de modo irónico: Quem é Pinto do Porto?

    O FC Porto é o clube Português mais conhecido e mais apreciado em França.

    Mas, exceptuando os conhecedores, o grande público não conhece Pinto da Costa.

    E talvez não seja um azar se a foto que ilustra o título, lemos da esquerda para a direita, apresente a sentença seguinte:”Acho isso engraçado que os Franceses pensem ser melhores que todo o mundo“… Um artifício para despertar o interesse do leitor!?

    O texto não ensina nada de novo. A revista decidiu pôr também em relevo as seguintes frases:

     

    Recusei ser presidente do Benfica, mera e simplesmente, porque não gosto do Benfica. Detesto o Benfica

     

    Muitos clubes grandes compram jogadores em lugares diversos e variados que, uma vez em campo, não fazem nada. Enquanto o FC Porto quando vende um jogador, é um jogador que vai fazer ganhar a sua nova equipa

     

    Não quero um treinador que chegue ao clube e que quer mudar tudo, fazendo tudo à sua maneira. Aconteceu-me uma vez. Disse-lhe: “Arranja outro presidente

     

    Se a primeira frase justifica o título, as duas seguintes exemplificam e respondem positivamente ao questionamento: Pinto da Costa é o melhor presidente de clube do mundo!?

    Eu que sou menos académico que os jornalistas da “So Foot” vejo uma frase chave para explicar o sucesso de Pinto da Costa como presidente. Está no texto e é de Artur Jorge. É simples. Pinto da Costa tem um percurso totalmente atípico no mundo actual: O seu amor constante pelo clube. E o amor é muito mais que a paixão…

     

    Fonte / Source: So Foot Fev. 2012 pp 52-55

    Nuno

  • Víctor Baía, Sevilha e Streak …………………………… ………………………………Vítor Baía, Séville et Streak

     

     

    [Para ler o artigo clicar na imagem / Pour lire l’article cliquer  sur l’image]

     

    Marks Roberts deu uma grande entrevista ao último “Hors Série” da revista So Foot.

    Só por si, a entrevista indica que existem aspectos novos na evolução do futebol, quer como espectáculo quer como jogo. Mas voltaremos sobre este assunto com o artigo, para mim fora de série, que a So Foot realizou sobre o FC United.

    Quanto à entrevista de M. Roberts, talvez o mais engraçado seja que o seu streak preferido tenha sido contra o FC Porto em 2003, em Sevilha.

    E acho que, visto as suas palavras, não está disposto a esquecer Victor Baia: “…Infelizmente, o guarda-redes (Vitor Baia,ndlr) defendeu o meu chuto. Que cabrão! Eu que sempre tinha sonhado marcar numa final de taça da Europa… E tinha preparado muito bem o meu golpe…”   [ver vídeo]

     

    E ainda há quem diga que o FC Porto é um clube provinciano?

     

    Fonte/Source: So Foot, “Hors-série”, Dez/c 2011, p.10

    Nuno