

Um Americano, algo criador, decidiu brincar virtualmente.
Decidiu fingir que era uma homosexual que vivia em Damasco.
Páginas de apoio são criadas… O planeta parece se mobilizar…
Só que…
O blog, A gay girl in Damascus, para se ilustrar roubou a foto duma Croata no Facebook.

Os mídia que cairam na brincadeira não apreciaram…
Foto: Télérama, nº 3206, p.178 / Fonte: mídias fr
Nuno
Un plaisantant américain s’est fait passer pour une homosexuelle qui raconte sa vie à Damas.
Des pages de soutien apparaissent… Le monde entier semble se mobiliser…
Sauf que…
Pour illustrer cela, le blog, A gay girl in Damascus, a volé sur Facebook le portrait d’une Croate.

Les média qui ont cru en cette histoire n’ont pas aimé…
Photo: Télérama, nº 3206, p.178 / Sources: médias fr
Nuno
Qui peut encore croire que Facebook est un espace de Liberté, d’Egalité et de Fraternité?
Cette photo a été prise lors de la réalisation du e-g8 en mai à Paris. L’Oncle Picsou, créateur de Facebook, offre un sweat portant le logo de son entreprise au président français Sarkozy.
Photo : Télérama, nº3203, Juin 2011.
Ce post doit être lu comme la suite de : Facebook : La Censure ne rime pas avec l’Art…
Nuno

Quem pode ainda acreditar que Facebook é um espaço de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade?
Esta foto foi tirada aquando da realização do e-g8, em Maio, em Paris. O Tio Patinhas, criador da Facebook, oferece uma camisola, com o logo da sua empresa, ao presidente Francês.
Foto :Télérama, nº3203, Junho de 2011.
Este post deve ser lido como a continuação de : “Facebook : A Censura não rima com Arte…“
Nuno
(Cliquer pour agrandir)
Perante a leitura actual da imprensa internacional e não só, pareceu-me interessante citar os propósitos de Eugénio Kaspersky.
Passo a traduzir a sua entrevista ao diário “Libération” de 4 de Março de 2010, página 27.
Eis, então a entrevista e a sua introdução :
O homem é jovial e não maneja a língua do politicamente correcto, não hesitando em apontar “os idealistas da net” como lhes chama. O Russo Eugénio Kaspersky tem 44 anos e é perito em segurança informática, sendo fundador do anti-vírus do mesmo nome. Não pára de pôr em guarda contra os perigos duma internet “insuficientemente controlada” que, ele próprio, convida a “despoluir”. Este diplomado em criptografia estudou nos viveiros do KGB e instalou, inicialmente, os locais da sua “start-up moscovita” no mesmo prédio que um laboratório de pesquisa científica sobre os sistemas de vigilância de acompanhamento dos mísseis. Cabeça duma sociedade de 1200 pessoas que revindicta a sua presença no top 100 dos editores de softwares, fornecedor de anti-vírus do “Ministère de l’intèrieur Français”, Eugénio Kaspersky explica ao “Libération” porque batalha para uma melhor segurança das redes. Propósitos livres, “100 % assumidos”, insiste.
Como descreveria a evolução da cibercriminilidade ?
As ameaças não param de crescer. Primeiro, tivemos direito às proezas individuais dos “crakers”. Em seguida, constatamos a emergência de grupos bem especializados, em geral por país e por tipo de actividades. Hoje, por fim, temos que fazer frente a um mercado globalizado que funciona, um pouco, como uma gigantesca bolsa de trocas com clientes desejosos de lançar ciber-ataques e, outros, fornecendo os intrumentos para os levar a cabo e, ainda, outros que se encarregam unicamente da sua execução. Um mundo extremamente fechado e estilhaçado entre aqueles que se chamam “White hat” ( gentis “hackers” ) e “Black Hat” ( cibercriminais ). Francamente, conhecemos mal essas pessoas. Nunca são presas.
Mas o que faz a polícia ?
Fora da União Europeia, onde existe uma real colaboração, é muito difícil lutar à escala internacional. Não há nenhum contacto ou quase entre Europeus e Russos : Nada com os Chineses, Latino-Americanos. Ora os cibercriminais brincam com as fronteiras. Resultado, é extremamente raro que possamos ir até à fonte dos comanditários das redes.
Para si, a Net ficou incontrolável ?
Pior ! O que é certo é que a protecção dos indivíduos, dos estados e das empresas é muito insuficiente. A maior parte das pessoas não são conscientes de todos os perigos da rede : Fazem-se, naturalmente, confiança nas redes sociais. Mas aconselho-os a não acreditarem en ninguém que não conheçam em carne e em osso, de desconfiar de cada sms, etc.
Mas é completamente “parano” !
Aí sim ! Trabalho desde há anos na segurança informática e aprendi que aí a realidade ultrapassava os meus piores cenários paranóicos. Infiltrando 1 % dos computadores do planeta via redes ” fantasmas”, pode-se bloquear todo o sistema, as redes de comunicação eléctricas, os mercados financeiros, os sistemas de defesa, etc. Uma recente simulação de ciber-ataque surpresa contra os Estados-Unidos provou a que ponto estavam mal preparados. Uma minoria pode amanhã bloquear toda a economia mundial que depende, desde já, a 90 % da teia. E não é ciência ficção.
Mas o que é preciso fazer então ?
É preciso dar mais poderes àqueles que lutam contra o cibercrime e pôr em lugar um sistema de identificação internacional para cada utilizador da rede. Se um país recusa este alinhamento no âmbito desta nova arquitectura, fica sem conexão.
Acabou o anonimato, o direito ao esquecimento ?
Mas ninguém é anónimo na internet, salvo, precisamente, os cibercriminais. Estes sabem como não deixar vestígios. Acabámos por apanhar pessoas sobre o jogo em rede “World of Warcraft” . Só a partir dum pseudónimo. A diferença é que com uma autentificação para cada utilizador além do endereço IP, tornar-se-á complicado para os cibercriminais de ficaram anónimos.
O seu internet do futuro é o oposto total do imaginário libertário dos inícios da rede…
E por causa. A rede é hoje frequentada por mil milhões e meio de indivíduos. Na altura, a internet dos pioneiros só dizia respeito a alguns investigadores que trocavam dados entre universidades. Mas também não sou favorável a que cada indivíduo seja controlado a qualquer momento na rede. Se este bilhete de identidade virtual nasce e de maneira global, caso contrário não serve para nada, será de maneira progressiva. Podemos mesmo imaginar que não dirá respeito a todas as actividades. Pessoalmente, é me indiferente que seja ou não pedido nas redes sociais ou twitter.
Se o anonimato já não é possível, como vão fazer os opositores Iranianos ou Chineses para ultrapassar a censura e o policiamento nos seus países respectivos ?
Boa pergunta. Mas vou ser franco e muito pouco politicamente correcto. Se a minha segurança está em perigo, se o meu país ou a minha actividade são ameaçadas, é preciso tomar as medidas que se impõem. Mesmo se incomoda essas pessoas que se batem por mais de liberdade. Desolado. Entre uma protecção a 99 % contra os ataques ciberterroristas e o combate por mais de liberdade na China e no Irão, voto pela minha segurança.

Le blog de Jean Quatremer , ” Coulisses de Bruxelles , UE ” vient d’être choisi comme l’un des blogs les plus influents de France. Il est à ce jour le premier du “top ten ” des blogs français qui se penchent sur la politique, l’économie et le social.
C’est un blog qui a depuis très longtemps un lien dans Cosmeticas.org .
Nuno

O blog de Jean Quatremer , ” Coulisses de Bruxelles, UE ” acaba de ser considerado um dos blogs mais influentes da blog-esfera Francesa. É actualmente o número um do ” top ten ” dos blogs Franceses nas áreas da política, da economia e do social .
É um blog que desde há muito tempo tem um link no Cosmeticas.org .
Nuno

O aperitivo introdutório que abre uma excelente peça jornalistica, ao muito bem denominar Rui Zink (RZ) como sendo “um dos grandes provocadores portugueses”, palavras de Nuno Francisco na entrevista publicada no Jornal do Fundão, versão online de 31 de Março último, pode facilmente deixar o leitor com “agua na boca”, convidando-o, se quiser, a recostar-se e apreciar ao que só não chamaria de peça única, pelo simples facto que considero que esta de RZ deve, pelo menos por aqui no Cosméticas, ser lida, como continuação desta outra: “A imagem de Portugal no mundo” cuja nossa tradução exclusiva de FR para PT, tem feito bastante sucesso, ao ponto de estar a ser imprimida e distribuida, segundo testemunhos recebidos.
Na de hoje, Rui Zink, desde nos dar a sua visão do porquê considerar “Portugal ser um País giro”, ao argumentar do estado de coisas pelas misturadas e ocupações indevidas do poder da esquerda andar-se a passear pelas “ruas da direita”, indo mais fundo ainda no que toca a questões politicas, mas sem deixar de opinar noutros assuntos que nos são aqui tão caros: temas relacionados com a cultura , ou outros controversos da actualidade, tal só vem evidenciar, mais uma vez com esta entrevista, o porquê de o Jornal do Fundão, ser tido pelo Cosméticas por uma GRANDE REFÊRENCIA, do jornalismo regional. Mérito do Nuno que o tem dado a conhecer aqui a muita gente.
Acabo por destacar neste post alguns trechos da entrevista, até porque, “às duas por três”, dou comigo a rir com Rui Zink a insitir em ir pela via de uma de nossas etiquetas de marca: “cosmetiquices”, e no fundo, o tema deste blogue. E eu a pensar: “querem lá ver que o Rui Zink também já anda a ler este mal fadado blog da outra galáxia?” 😉
Mas depressa desci à terra:
“Nááá´! Qualquer dia… Qualquer dia talvez ele veja o que anda a perder :-))))”
Portanto já sabem, eis alguns trechos. Mas não dispensa a consulta completa!

JF – E qual é o nosso handicap [de Portugal]?
RZ – O nosso handicap é tudo. O nosso handicap é que o PS decidiu roubar o terreno ao PSD e, portanto, neste momento, estamos a ser governados pelo PSD. E o verdadeiro PSD queixa-se – e com razão – de que o seu lugar foi roubado. […] Eu não consigo aceitar o que o governo de Sócrates fez com os professores e com as escolas. O modo como o Ministério da Educação tratou os professores e as escolas públicas, convenceu-me, finalmente, a desistir das escolas públicas. É mesmo para destruir. Mas, depois, há outras coisas em que tem [o actual Governo] componentes interessantes: é evidente que o governo PS tenta, apesar de tudo, não ser xenófobo e isso para algumas pessoas tem alguma importância. Depois, a questão do casamento gay, que não interessa ao país, mas interessa às pessoas deste país a quem isso interessa, que também são o país! Há diferenças. Há batalhas nos costumes em que ainda há diferenças e que não são tão cosméticas quanto isso. No modo como tentam agarrar o poder, como cada vez se confundem mais com o poder económico, na promiscuidade, num certo terrorismo cultural…
JF – A esquerda é mais “amiga” da cultura?
RZ – A esquerda tem mais amigos na cultura! Quando a esquerda está no poder, eles dizem: “Bom, vamos escolher este nosso amigo de longa data do partido, em vez de escolher aqui o Zink”, enquanto que a direita diz: “Os gajos são todos de PS para baixo… Portanto, já agora, convidamos o Zink”. Portanto eu beneficio mais quando a direita está no poder.
JF – Já foi asfixiado democraticamente?
RZ – Não… Mas acho que deve ser por causa do meu pescoço gordo. […] Se eu fosse verdadeiramente uma voz incómoda, levava um tiro. Ora, eu não quero levar um tiro, é desagradável; dói. Se ainda tenho acesso, de vez em quando, aos microfones é porque, na verdade, eu também faço parte da cosmética. Parece do contra, mas na verdade faz parte do sistema, o que é normal quando uma pessoa está quase com 50 anos.
JF – Do que precisamos: de um Presidente da República (PR) economista, de um PR poeta ou de um PR médico?
RZ – […] Não tenho grande respeito intelectual por Manuel Alegre. Ele dá muitos tiros no pé e é um bocadinho vago em muitas coisas. Mas, dos três [candidatos as presidenciais] , nitidamente é o que tem mais perfil para o cargo: é um fidalgo, tanto lê poesia – que é uma coisa simpática – como vai à caça, tem uma bonita voz, fica bem de barba… acho que ele pode estar em Belém melhor que os outros dois.
JF – E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?
RZ – Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua… a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto….
Houve uma coisa que me horrorizou… Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês – Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil… Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”… E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou.
Link para a entrevista completa:“A elite portuguesa é ignorante”
PC Jerónimo da Silva
A palavra blogar, casa com arte?
Há para quem a primeira (blogar) não faça sentido se for solteira, ou estiver divorciada da segunda (arte).
A blogosfera, complemento da Internet, democratizou a informação.
Qualquer um pode escrever, opinar, absorver, pesquisar, veicular itens e informação, ou simplesmente voyerizar. E se até para se ser um bom cantor ‘pimba’, goste-se ou não, é preciso ter arte, não raramente e por tantas vezes, é a falta dessa habilidade e continuar a despercebela, que leva ao ‘engelhar de nariz’ de muitos frequentadores da rede, nomeadamente na blogosfera.
Um blogue não deve ser a exposição do meu mundo, deve antes mostrar a forma como vejo o mundo. E isto será válido, pois mal andará quem se julgar na plena assunção possesiva do termo, Senhor do Mundo (Mr. Cosmos ?!) .
(post congelado em ‘A blogosfera é um grande baile de máscaras…‘ )
MrCosmos
O COSMéTICAS.org apresenta aqui suas condolências às famílias da Madeira.


Faça o que estiver ao seu alcance. Pedimos a quem possua informação de meios para ajuda, oficiais, que os disponibilize, para divulgar-mos. infos para: diaconodoespaco@sapo.pt .
HELP THE VICTIMS OF THE STORM ON THE ISLAND OF MADEIRA. THANKS!
Aidez et soutenez les habitants de Madère victimes de la tempête
Ayude a las víctimas de la tormenta en la isla de Madeira
NOTÍCIA SOBRE LINHAS DE CRÉDITO E APOIOS
Google va se retrouver en position de monopole. Un monopole d’un nouveau genre, exercé non pas sur l’acier ou sur les bananes, mais sur l’accès à l’information.
Est-ce la fin du rêve de " l’ Encyclopédie des Lumières" ?
La victoire des intérêts privés sur l’intérêt public ?
Source : Robert Darnton : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp. 10-13 , fev-mars 2010.
Nuno
A excelente revista "Manière de voir " do mês de Fevereiro e Março, do ano em curso, apresenta uma reflexão pensada e argumentada a propósito do lugar que a internet ocupa nas nossas sociedades.
Como não se trata, neste espaço, de traduzir , integralmente, a referida publicação, decidi mostrar os aspectos que mais me questionam.
Google vai ficar em posição de monopólio. Um monopólio inédito que não se exerce sobre o aço ou as bananas , mas quanto ao direito à informação.
É o fim do sonho da Enciclopédia "des Lumières " ?
A vitória dos interesses privados sobre o interesse público ?
Fonte : Robert Darnton : Manière de Voir ( Le Monde Diplomatique ) , pp.10-13 , fev-março 2010.
Nuno