Category: blogosfera & redes sociais

  • Do direito a indignação

     

    De tudo um pouco, muita baboseira e comentários se vão ouvindo, lendo e “manifestando”, sobre a austera situação que se vive no país.

    E entre tanta indignação, segue-se um dos comentários mais “indignados” que encontro até hoje, enviado por um leitor deste post que fora destacado hoje pela homepage do Sapo, e ao qual lanço daqui o meu singelo aplauso. De pé!

     

    É que, não raras vezes, entre tanta boçalidade, é também nas caixas de comentários que se encontra o que de melhor reside na blogosfera.

     

    __________

     

    “Comentário de CAFARA a 17 de Outubro de 2011 às 16:15

     

    Depois de ler o post e ver alguns comentários, concordo com algumas coisas, sim é verdade. Quem sofre com tudo isto não se manifesta, (embora tenha visto na TV alguns beduínos ” que nem banho tomam “coitados” a reclamar só porque a TV existe.)
    Depois de tanto se falar eu ainda não ouvi nenhum intelectual, dizer onde e como se deveria “cortar” até aqui ninguém é diferente do governo, ou seja sabe que tem de cortar mas não sabem onde. Eu digo-vos, trabalho desde que fui voluntário para a FAP em 1985, nunca tive férias, casei, comprei casa, tenho 2 filhos e nunca ninguém me deu nada. Trabalhei… Poupei… e hoje continuo a trabalhar aos fins de semana, na lavoura, coisa que 10.000 Portugueses não sabe que existe. Eu e minha mulher trabalhamos mais de 10 horas por dia, já fomos despedidos, a empresa onde a minha mulher trabalhava faliu e lá se foram meses de trabalho e subsídios , nós sabemos o que é sofrer quando muitos energúmenos gozavam férias no Algarve com dinheiro do banco. Nós pedimos dinheiro ao banco para comprar casa e esta está quase paga 15 anos depois (o credito era para 30 anos), depois de ser despedido constitui uma empresa que também atravessa dificuldades mas ainda não desisti e sabem porque? Porque nunca ninguém me deu nada e até o meu pai só me dava se eu merecesse. Agora existem os indignados, e eu pergunto indignados porquê? Porque estudaram nas universidades publicas pagas com os meus impostos? Porque tem um RSI suportado com os meus impostos? Porque tem um apoio ao arrendamento suportado com os meus impostos? Porque tem um sistema de saúde suportados pelos meus impostos? Porque querem que o estado lhes dê um emprego, suportado pelos meus impostos? Trabalhem peçam terra e cultivem-na nas horas vagas em vez de impedirem os outros de trabalhar, produzam… lembrem-se daquele senhor que foi á procura de trabalho e disse ao possível empregador que estava ali para lhe dar lucro e não á procura de emprego. Esse é o espírito trabalhar, render…só assim se consegue alguma coisa. Este povo filho de uma Nação Valente e Imortal, está a deixar revoltados os seus Egrégios Avós, esses que nos fizeram chegar á vitória da liberdade, da paz e do pão. Basta! Levantem hoje de novo o nosso Esplendor , levantem-se das Brumas do desemprego, garantam a vitória. Esqueçam aqueles que vos oferecem doces, é para vos enganarem “tolos”. Eu sou um indignado por saber que existem indignados sem saber porque?
    Imaginem se algum desses indignados, fosse lançado no alto mar com intenção de os eliminar, alguma vez eles iriam cruzar os braços e esperar morrer afogados, como era inevitável ? Não eles lutariam até que a morte os vencesse, nunca desistam de deixem-se de americanices e lembrem que são lusitanos e o nosso Hino é realmente importante para aumentar o nosso ego.
    Tenho dito. “

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    Este post pode ser lido na continuidade de “Los Indignados Olvidan el Essencial: Sea, Sex & Fado
  • Estamos todos de acordo (Por falar em Rui Zink…)

     

     

    Na semana posterior ao arranque do novo ano létivo escolar que introduziu a norma para a Língua Portuguesa ao abrigo do novo Acordo Ortográfico, era já curioso constatar como o “resmungão” povo luso já o vinha adotando sem se aperceber mesmo, pelo menos na leitura do seu dia a dia, desde há vários meses, nos jornais, telejornais ,blogs, outdoors, etc, sem assaltos nem alaridos.

     

    Gostava de saber a resposta de quantos terão reparado objectivamente, e dado pelas diferenças nesta breve introdução do texto segundo as mais flagrantes alterações do AO…

    Contam-se pelo menos três: léctivo ; adoptando; diaadia (com hífens) – eventualmente quatro: tele-jornais (com hífem).

    Importa de facto por isso recordar e repetir, o que destacávamos já aqui há atrasado numa entrevista de Rui Zink.

    E sim, o “C” de facto não cai alí porque não é mudo, pronuncia-se, portanto, escreve-se.

     

    “A elite portuguesa é ignorante” (aqui completa):

     

     

    “-Jornal do Fundão E é preciso tanto “barulho” sobre o novo acordo ortográfico?

     -Rui Zink – Sou completamente a favor. Nós não somos os donos da língua… a única forma de evitar que a língua que nós falamos passe a ser uma espécie de mirandês, muito bonito, com interesse arqueológico, mas sem projecção internacional, é colarmo-nos ao Brasil. Quando as pessoas dizem “ai, mas nós é que falamos o bom Português”, eu não sabia que em Portugal havia tanta gente a falar bom português, a escrever bom português, a ler bom português e não sabia que nós tínhamos exactamente o mesmo sotaque de São Miguel ao Porto….


    Houve uma coisa que me horrorizou… Há uns três anos fui a Paris e vi um dicionário “Francês – Brasileiro” e logo na introdução diziam que o português de Portugal já não tem nada a ver com o português do Brasil… Já são duas línguas completamente opostas. É evidente que a França aqui, embora seja nossa amiga, é rival. E eu tive oportunidade numa conferência que dei a certa altura dizer: “ah, pois, eu no outro dia estava com uns senhores que estavam a falar senegalês”. E aí os franceses levantaram-se logo a dizer “não é senegalês, é francês”… E eu disse: “Oh meus filhos da p***, se vocês falam do brasileiro e do português, então, também há o senegalês”. Quando o nosso adversário nos quer dividir, acho um tiro no pé este nacional-patriotismo em relação à ortografia perfeita, até porque nós não usamos a mesma ortografia que o Fernando Pessoa usou.”

     

    Nota da redação: «“Oh meus filhos da p***» – palavra incognita e censurada pelo maior jornal português antí censura de sempre, Jornal do Fundão em bom português, continua-se a escrever, ler e declamar da mesma maneira de sempre: Oh meus filhos da puta!

  • Não é que seja muito pertinente, mas…

     

       Nos toques e retoques da edição diária apercebi-me que hoje é dia

      3 de Agosto e que portanto, depois de ir confirmar ao certo,

      confesso, que o Cosmeticas.org assinala dois anos.

      É uma boa altura para agradecer a quem gosta de visitar esta nossa

      “dimensão”, bem como pessoalmente agradeço ao companheiro Nuno

     PortoMaravilha pelo entusiasmo e partilha que aqui tem feito

      conosco, que o gostamos de ler.
    É também com apreço que recebemos ao longo destes dois anos o reconhecimento demonstrado por vários “pares” dentro e fora da blogosfera. Por isso, boa continuação para todos e até já.

  • Os jornalistas e a chupeta Facebook…………………. Les Journalistes et la tétine Facebook ……………….

     

    Um Americano, algo criador, decidiu brincar virtualmente.

    Decidiu fingir que era uma homosexual que vivia em Damasco.

    Páginas de apoio são criadas… O planeta parece se mobilizar…

     

    Só que…

    O blog, A gay girl in Damascus, para se ilustrar roubou a foto duma Croata no Facebook.

     

     

    Os mídia que cairam na brincadeira não apreciaram…

    Foto: Télérama, nº 3206, p.178 /  Fonte: mídias fr

    Nuno


     

    Un plaisantant américain s’est fait passer pour une homosexuelle qui raconte sa vie à Damas.

    Des pages de soutien apparaissent… Le monde entier semble se mobiliser…

     

    Sauf que…

    Pour illustrer cela, le blog, A gay girl in Damascus, a volé sur Facebook le portrait d’une Croate.

     

     

    Les média qui ont cru en cette histoire n’ont pas aimé…

    Photo: Télérama, nº 3206, p.178 / Sources: médias fr

    Nuno

  • Facebook : Uma rede social oportunista? ……………. Facebook : Un réseau social opportuniste? ………….

     

    Qui peut encore croire que Facebook est un espace de Liberté, d’Egalité et de Fraternité?

    Cette photo a été prise lors de la réalisation du e-g8 en mai à ParisL’Oncle Picsou, créateur de Facebook, offre un sweat portant le logo de son entreprise au président français Sarkozy.

     

    Photo : Télérama, nº3203, Juin 2011.

    Ce post doit être lu comme la suite de : Facebook : La Censure ne rime pas avec l’Art…

    Nuno

     

     

    Quem pode ainda acreditar que Facebook é um espaço de Liberdade, de Igualdade e de Fraternidade?

    Esta foto foi tirada aquando da realização do e-g8, em Maio, em Paris. O Tio Patinhas, criador da Facebook, oferece uma camisola, com o logo da sua empresa, ao presidente Francês.

     

    Foto :Télérama, nº3203, Junho de 2011.

    Este post deve ser lido como a continuação de : “Facebook : A Censura não rima com Arte…

    Nuno

  • Los Indignados olvidan el essencial: Sea, Sex & Fado Les indignés oublient l’ essentiel : Sea, Sex and Fado

     

    Il me semble que disserter sur les les manifestations espagnoles est un champ restreint.

    L’Espagne est une démocratie !

     

    Les “indignés” espagnols ont ils oublié ce tract clandestin publié lors des grandes grèves de mineurs asturiens dans les années 60 ?

    Ces mêmes mineurs ont été victimes d’une répression sanglante.

    Ne pas confondre les torchons et les serviettes est un plus : Il y aura moins de bactéries nuisibles !

     

    Image : Photo, p.21, nº 9 de la revue ” Internationale Situationniste“, Août 1964 / Source :Archives personnelles.

    Nuno

     

     

    Não creio que haja muito a dissertar sobre as manifestações (ou acampamentos?) Espanholas.

    A Espanha é uma democracia !

     

    E talvez os “indignados” se tenham esquecido deste panfleto clandestino, aquando das grandes greves dos mineiros Asturianos no final da década 60. Esses mesmos mineiros foram vítimas duma repressão sangrenta. 

    Que não se confundam alhos com bugalhos : Haverão menos vampiros. LoL !

     

    Imagem : Foto, p. 21, nº 9 da revista “Internationale Situationniste“, Agosto 1964 /  Fonte : Arquivo pessoal.

    Nuno

  • Facebook : Carvão no Porão ? …………………………. Facebook : Coke en Stock ? …………………………….

     

    Greenpeace a lancé sur internet une vidéo (voir ici) qui montre que le réseau social se fournit en électricité auprès de centrales à charbon.

    Message bien reçu par Facebook ?

     

    Photo : Greenpeace, nº 89, p.5

    liens: La Transmission Symbolique, Feuillet nº 10

    Nuno

     

     

    Greenpeace alertou para que Facebook deixasse de ser uma empresa poluidora.

    Empresas que funcionam com energia eléctrica derivada do carvão ? Não Obrigado !

    O vídeo de Greenpeace (ver aqui) alerta para tal questionamento.

     

    foto : Greenpeace, nº 89, p.5

    relacionados: A Transmissão Simbólica, Folheto nº 10

    Nuno

  • Abracadebraga! ……………………………………………. ……………………………………………..Abracadebragá!

     

     

     

    Após ser, no passado, Alvaro Siza, hoje é Souto de Moura quem é premiado com o Pritzker Prize em 2011.

    O estádio municipal de Braga é o único estádio de futebol Português que sabe conjugar a memória com o presente.

    O diário Libération cobriu timidamente a notícia (Link), já que parece que esta foi divulgada por un blog com quatro dias de antecedência.

     

    Fonte : Libé, 29 de março de 2011, p.31

    Nuno

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.

  • Passará ou ficará? Ainda sobre o 12 de Março.

     

     foto: Rui Macedo

     

    Participar ou não participar desta manifestação? Eis a indecisão.”

    Para quem acompanhou os posts por aqui sobre o tema ’12 de Março’ nos últimos tempos, percebeu um início de história indeciso, que culmina em algo surpreendido.

    Surpreendido porque, ao querer registar o momento na minha capital de distrito, para memória futura, vejo, ouço, sinto, vivo com o meus próprios 5 sentidos, e a câmara grava, que aquilo era mais que o desabafo de uma geração. E os telejornais comprovaram: foi o desabafo de uma nação.

    Extravasou os ditos “de uma geração”, trouxe para a rua o comum do povo, dos 8 aos 80 , de forma pacífica, ordeira, exigente, determinada, convencida, apolítica: apenas se vislumbrava uma bandeira entre a multidão – a de Portugal.

     

    Se esta e outras manifestações ficarão ou passarão, já é outra equação.