Category: arte

  • No Meu Bairro

    FB_IMG_1760299855725.jpgNo meu bairro, há cusquice. Há putos e malandrice. Velhos e velhas com o “raios ta partissem”. Cafés que perguntam o que foi que eu disse. Paralelos gastos que me olham como se eu não os visse. Onde a policia multa tudo na superfície. E a Associação funciona por carolice. É o meu bairro, o melhor da planície!

  • A Transmissão Simbólica nº 26 ………………………… La Transmission Symbolique nº 26 …………………….


    “On dit beaucoup de conneries sur l’art de réaliser des films. Il faut arrêter avec cette entreprise de mystification. Réalisateur, ce n’est pas faire de l’art comme la peinture ou l’écriture. C’est plus proche de l’entraîneur de football.” S. Mendes

     

    Source: So Film N°5, Nov 2012, p.76

     

    (tag: La transmission symbolique n°26-feuillets)

    Nuno


     

    Dizem-se muitas caralhices sobre a arte de realizar filmes. É preciso parar com essa empresa de mistificação. Ser realizador não é criar arte como a pintura ou a escrita. É mais próximo do treinador de futebol.” S. Mendes

     

    Fonte: So Film N°5, Nov 2012, p.76

    Nuno

  • Bestiário Ilustríssimo: Os Quatro Elementos

     

     

    Bestiário Ilustríssimo é uma recolha de cinquenta textos em roda da Arte e, mais especialmente, da música. Li o livro de Rui Eduardo Paes na Auvergne, no centro da França. Esta região é também uma região de “antigos” vulcões. Marco Santos, no prefácio à recolha, escreve que o livro foi escrito em Marte. Mas, se o homem já visita Marte, nunca visitou o fundo da Terra nem dos vulcões. E são quatro os Dragões que guardam o segredo da vida que só a Arte sabe expressar.


    “O Dragão: Engolir-vos-ei humanos e sem qualquer distinção. Todos. Todavia, talvez salve alguns: Outros não”.


    Este velho poema Inglês integra a introdução ao texto de Sérgio Luís de Carvalho: Anno Domini 1348. Relato que conta a vida dum tabelião que se fecha em casa para se proteger da peste que assola a Europa e Portugal. À luz duma vela, ele vai ler as pranchas dum bestiário ilustrado que lhe tinham oferecido em criança. Cécile Lombard, a tradutora, escolheu um título diferente para a edição Francesa: Le Bestiaire Inachevé.


    Por associação, devido aos títulos, de ideias ou por deformação profissional… vi uma continuidade entre os dois livros.

     

    Rui Eduardo Paes é musicólogo. Também é autor de vários ensaios sobre Jazz e arte(s) contemporânea(s)… O prazer dos seus textos, descobertos no blog “Bitaites” de Marco Santos, levou-me, naturalmente, à leitura da recolha: Bestiário Ilustríssimo.


    1. Dragão de Terra


    No seu primeiro ensaio, o autor cita em preambulo Álvaro de Campos (F.Pessoa):”Sentir de todas as maneiras…“. A obra de Rui Eduardo Paes é uma obra com entradas multiplas. O pacto de leitura que nos é proposto parece ser a vontade de desmascarar o discurso oficial sobre a arte. Num país que acaba de suprimir o “Ministério da Cultura”, a luta a contra a estupidez e a ditadura cultural não pode assentar num fechar sobre si próprio. O mérito do autor é ter posto o seu saber e as suas ideias ao serviço da compreensão do mundo que nos rodeia. Isto é, autorizando um olhar universal sobre a Arte. E só esta universalidade nos permite interpretar o título: A Arte combate a vulgaridade e a destrói a bestialidade que existe em nós (Deleuze).

     

    2. Dragão de Água


    Gosto da referência ao Homunculus (pp.64-67). A lembrança de José Gil e de Herberto Hélder remetem para o estilhaçar do indivíduo no mundo actual, conceito que Fernando Pessoa cria com a constelação dos heterónimos. Nesta perspectiva, 
    Rui E. Paes expressa e elucida, claramente, apoiando-se em José Gil, a noção de que a tentiva para entender outrem e a filosofia também podem e devem ser arte(s). E, isto, antes de serem dissertação. Deste ponto de vista, F. Pessoa seria não um poeta, mas um filósofo. Em paralelo, não pude deixar de estabelecer uma associação com a “BD-Manga” culto de Hidéo Yamamoto: Homunculus. Não deixa de ser curioso que fosse num país onde o modo de vida capitalista atinge um enorme expoente que surgisse artisticamente a narrativa duma experiência sobre o cérebro (dum “sem domicílio fixo”) e o porvir do sentir. O que nos remete para um olhar critico sobre o início do século XXI: O homem estilhaçado, o sentir e o conceito, a besta e o homem,…


    3. Dragão de Fogo

    No seu texto n°11, Retro-Inovadores, Rui Eduardo Paes apresenta a criação dum centro cultural polivalente na vila do Fundão. Construído a partir duma antiga fábrica de moagem, esta realização mostra que a arte é plural e interdisciplinar. Não sei se é um acaso ou não, a escolha de Rui Eduardo Paes. A vila do Fundão sempre foi um centro de resistência ao fascismo, ao colonialismo e aos seus crimes de guerra. O Jornal do Fundão compensou durante anos a não existência duma imprensa de dimensão nacional e livre. Foi uma publicação de resistência à estupidez e ao ordinário. Um pequeno semanário que se deu ao luxo de publicar textos de grandes vultos das artes de expressão Portuguesa. Um luxo as crónicas do poeta Brasileiro Carlos Drumond de Andrade…  Assim, não é surpreendente, escreve Rui Eduardo Paes que “muitos criadores procurem no passado as suas referências”(p.68).

     

    4. Dragão de Ar


    O último texto n°50, Gigantes aos Ombros de Gigantes, levanta a problemática da partilha da criação musical na internet. Rui Eduardo Paes critica, com razão penso, a uniformização dos gestos e tendências que os majors da indústria musical querem impor ou fabricar. Respondendo, o nosso autor cita as ideias da militante libertária Esther Ferrer que associa o anarquismo à criatividade. Desconhecido muitas vezes, também existe um movimento anarquista em Portugal. O livro de João Freire (desertor e militante antifascista) apresenta a história desse mesmo movimento. Este foi criado em 1887 em Lisboa. O “Grupo Comunista Anarquista” obedece às orientações anarquistas da sua época. Por exemplo, rejeita o sentimento patriótico ou nacional, o egoísmo das raças, das religiões e das línguas… 

     

    Bestiário Ilustríssimo é uma bela recolha de textos. Estes podem ser lidos, independentemente, uns dos outros ou não. Uma obra Barroca que não se deixa fechar numa classificação determinante e determinada. Como os monstros que ornamentam as catedrais e colegiadas, os textos de Rui Eduardo Paes são um convite para pensar e sonhar.Uma a obra a ler e cujas muitas passagens são poesia. Linhas e parágrafos para serem lidos em voz alta, tal como a musicalidade da poesia. Mas não é para o nosso autor a música a mãe de todas as artes. 

    Nuno

  • Viva o Festival de Cinema de Vila do Conde!

     

    0 Festival de Cinema de Vila do Conde levantou uma pergunta pertinente: O que seria o mundo sem o cinema Português ?

    Julien Gester dedica um interessante artigo à 20ª edição do Festival de Vila do Conde e, igualmente, ao cinema Português.

    Um cinema que sabe inovar e que não abandona a sua vertente artística, reivindicando-a.

     

    O atual governo Português deixou de subsidiar a produção cinematográfica portuguesa!

    Ele mostra à cena internacional o seu desprezo pela cultura!

    Os recentes prémios alcançados (“tabu” e “Salaviza”) são uma enorme derrota para o atual governo Português!

    Este ultimo não pode negar que o cinema Português proporciona projeção internacional!

     

    Solidários com o Cinema Português, somos…

     

    Fonte: Libération, 18 juillet 2012, p. 23

     

    Nuno

  • A Santa Ana: Um retrato inédito? ………………………. ……………………..La Sainte Anne: Un portrait inédit?

     

     

    No seu conjunto, a imprensa Francesa, na última semana de Março, apresentou a polémica e as interrogações técnicas levantadas em torno do restauro do quadro de Leonardo da Vinci: A Santa Ana.

    Dois membros da comissão de restauro demitiram-se. Certas críticas continuam. Assim, para alguns, a cara da Virgem parece esmagada.

    A operação demorou 18 meses, custou 200 mil euros e foi financiada por um mecenas Chinês.

    Diz-se que não é amanhã que terá lugar o restauro dum outro quadro de Da Vinci… O último foi em 1950.

     

    Existem tabus que nos escapam?

     

    Foto: La Croix, 30 Mar 2012, p.22

    Este post deve ser lido como a continuação de Perguntas Indiscretas? Nº7

    Nuno

  • Vasconcelos, Versailles, Viana

     

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    A revista cultural Muze deste trimestre apresenta um excelente dossier sobre a cultura Portuguesa declinada no feminino. São 50 páginas muito bem documentadas com várias entrevistas e referências.

    Marca-me a entrevista com Joana Vasconcelos. Esta criadora vai expor a partir de 2 de Junho nos jardins do Palácio de Versalhes. Se já em Novembro tinha discutido com uma colega a propósito da obra de Joana Vasconcelos e da sua mensagem poética-política, a entrevista com Joana Vasconcelos esclarece-me quanto a um velho provérbio Português.

     

    Mas vamos por movimentos:

     

    Os trabalhos da autora reenviam para a condição da mulher e para a sua exploração cotidiana. A presença de inúmeras peças feitas à base de “crochet” tenta mostrar que as mulheres Portuguesas fizeram mais “crochet” que as outras Europeias. Como se o “crochet” fosse um antídoto contra a liberdade de palavra e de expressão.

     

    O sapato feito com tachos, de Cinderela ou de Marilyn Monroe, tal como o candeeiro feito com pensos higiénicos, reenviam para a condição da mulher, reclusa entre a sexualidade e a vida doméstica, presa entre a tradição e a sedução. 

     

    Nunca percebi porque, em Portugal, se diz: “Quem não conhece Viana não conhece Portugal“. Talvez, graças às palavras de Joana Vasconcelos, entenda agora melhor. Versalhes é o símbolo absoluto do luxo Europeu. Em Portugal é a jóia Vianense em forma de coração que simboliza o luxo. De norte a sul, esta jóia é símbolo de comunicação social. Logo, “quem não conhece Viana não conhece Portugal“.

     

    A obra de Joana Vasconcelos pode também ser consultada aqui .

    Parabéns à revista Muze nº67 (av, mai, ju 2012) pela qualidade do trabalho apresentado.

     

    Fonte: Muze nº67

    Nuno

  • 32.ª edição – Fantas: ‘Nobre, Invicto e Leal’ …….. 32éme edition – Fantas: ‘Noble, invaincu et Loyal’

      

    Je m’en souviens depuis que j’existe: Fantasporto n’a plus besoin d’être presenté.
    Les coupes budgétaires qui touchent la culture PT ne peuvent pas tout expliquer. Cette manifestation a toujours été un peu méprisée dans notre pays. Est-ce parce qu’elle est l’apanage de la province?

    Ce poste peut être lu dans le prolongement de Fantasporto: ‘Noble, invaincu et Loyal’ .

      

        

    Lembro-me dele desde que me lembro de ser gente. O Fantasporto – Festival Internacional de Cinema, que conclui amanhã sua 32.ª edição, dispensa apresentações.

     

    Porque é que – apesar dos cortes austeros e gerais que se vivem na cultura Pt – este certame sempre acabou por ser em boa parte desprezado em Portugal, ao contrario da notoriedade que traduz entre a industria de cinema estrangeira, já é outra questão.

    Ou então não… É apenas e sempre mais do mesmo: o apanágio das províncias.

     

    Este post pode ser lido como continuação de Fantasporto: ‘Nobre, Invicto e Leal’ .

    Paulo Jeónimo

     

  • Perguntar Não Ofende …………………………………#7

     

    Onde acaba a arte e começa a ordinarice depende de quem cria ou de quem vê {#emotions_dlg.unknown}

     



     

      Paulo Jerónimo

  • Facebook : Censura não rima com Arte……………….. Facebook : La censure ne rime pas avec l’Art ……….

     


    Facebook a censuré la page d’un internaute français qui a publié le tableau de Courbet : L’Origine du monde.

    Pourquoi ?

     

    Jusqu’à ce jour personne ou presque personne n’a en mémoire que Orlan a parodié le tableau de Courbet sous le titre : L’origine de la guerre.

    Pourquoi ?

     

    Ce post peut être lu comme la suite de “La Transmission symbolique : feuillet nº2

    Nuno

     

     

    Facebook  censurou a página dum  internauta Francês que publicou o quadro de Courbet :   ‘A origem do Mundo’.

    Porquê ?

     

    Até hoje, quase ninguém se lembra que Orlan paradiou A origem do Mundo de Courbet, dando-lhe o título de : ‘A origem da guerra’.

    Porquê ?

     

    Este post pode ser lido como a continuação de “A Transmição simbólica : Folheto nº2

    Nuno

  • Facebook : Censura não rima com Arte……………….. Facebook : La censure ne rime pas avec l’Art ……….

     


    Facebook a censuré la page d’un internaute français qui a publié le tableau de Courbet : L’Origine du monde.

    Pourquoi ?

     

    Jusqu’à ce jour personne ou presque personne n’a en mémoire que Orlan a parodié le tableau de Courbet sous le titre : L’origine de la guerre.

    Pourquoi ?

     

    Ce post peut être lu comme la suite de “La Transmission symbolique : feuillet nº2

    Nuno

     

     

    Facebook  censurou a página dum  internauta Francês que publicou o quadro de Courbet :   ‘A origem do Mundo’.

    Porquê ?

     

    Até hoje, quase ninguém se lembra que Orlan paradiou A origem do Mundo de Courbet, dando-lhe o título de : ‘A origem da guerra’.

    Porquê ?

     

    Este post pode ser lido como a continuação de “A Transmição simbólica : Folheto nº2

    Nuno