O diabo tem as costas largas!
Desde que me lembro que respondo isso, sempre que me vinham, ou vêm com desculpas, de que a carne é pecaminosa, o diabo têce-as, e outras bruxarias...
Mas que as há, - há!
Espiritos ou espiritismo, penso que estarão ligados ao subsconciente (ou em evidência) do que falas zomo "questão existencial do/ de quem somos", mas,
Acho igualmente e eu relaciono isto de há muito tempo ( no 8º ano meti esta colherada a um professor de história, e depois de 4 aulas de volta do assunto, deu trabalhos de grupo e exposição no Pav.º Polivalente do secundário) acho, que mesmo eventualmente sem grandes teses que se debrucem sobre o assunto, que a crença espiritual e formas de vida ET, tem ligação e o alienismo tambem tem para mim que ver com "a questão existencial do/ de quem somos" .
Deus e o Diabo, para a espiritualidade os espiritos mais pobres, aliens e outros afins para a espiritualidade dos mais instruidos ?!

Quiçá! Venha o diabo e escolha...
MrCosmos a 8 de Janeiro de 2010 às 22:42
É complicado. Eu não sei .
Pessoa era muito instruido e praticou o espiritismo. Os surrealistas praticaram a experiencia da escrita automatica debaixo disto ou daquilo. Mas como bem dizes são tentativas para conhecer o subconsciente.
Creio que aparição , a crença em ET e outros está ligada à ida à Lua , aos primeiros voos no espaço , ao avião , etc. Mas talvez a raça humana começe a pensar de maneira difusa a necessidade de encontrar novas fontes de energia ( lá vem de novo o Avatar e a ecologia ).
Eu conheço muito pouco ou nada das sociedades animistas. Mas creio que estas pensam as divindades como parte integrante da natureza e homem como fazendo parte desta.
Bom era ter mais tempo para pensar estes assuntos.
Nuno
ESTE POEMA É SOBRE A LUA, que também é um astro, mesmo defraudado...
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Poema do homem novo
in Novos Poemas Póstumos (1990) - António Gedeão
Niels Armstrong pôs os pés na Lua
e a Humanidade saudou nele
o Homem Novo.
No calendário da História sublinhou-se
com espesso traço o memorável feito.
Tudo nele era novo.
Vestia quinze fatos sobrepostos.
Primeiro, sobre a pele, cobrindo-o de alto a baixo,
um colante poroso de rede tricotada
para ventilação e temperatura próprias.
Logo após, outros fatos, e outros e mais outros,
catorze, no total,
de película de nylon
e borracha sintética.
Envolvendo o conjunto, do tronco até aos pés,
na cabeça e nos braços,
confusíssima trama de canais
para circulação dos fluidos necessários,
da água e do oxigénio.
A cobrir tudo, enfim, como um balão ao vento,
um envólucro soprado de tela de alumínio.
Capacete de rosca, de especial fibra de vidro,
auscultadores e microfones,
e, nas mãos penduradas, tentáculos programados,
luvas com luz nos dedos.
Numa cama de rede, pendurada
das paredes do módulo,
na majestade augusta do silêncio,
dormia o Homem Novo a caminho da Lua.
Cá de longe, na Terra, num borborinho ansioso,
bocas de espanto e olhos de humidade,
todos se interpelavam e falava,
do Homem Novo,
do Homem Novo,
do Homem Novo.
Sobre a Lua, Armstrong pôs finalmente os pés.
caminhava hesitante e cauteloso,
pé aqui,
pé ali,
as pernas afastadas,
os braços insuflados como balões pneumáticos,
o tronco debruçado sobre o solo.
Lá vai ele.
Lá vai o Homem Novo
medindo e calculando cada passo,
puxando pelo corpo como bloco emperrado.
Mais um passo.
Mais outro.
Num sobre-humano esforço
levanta a mão sapuda e qualquer coisa nela
com redobrado alento avança mais um passo,
e a Humanidade inteira, com o coração pequeno e ressequido
viu, com os olhos que a terra há-de comer,
o Homem Novo espetar, no chão poeirento da Lua, a bandeira da sua Pátria,
exactamente como faria o Homem Velho.
Eunice a 9 de Janeiro de 2010 às 22:34